Abstenção pode frustrar expectativa de maior mobilização no 2º turno
A abstenção nas eleições presidenciais pode aumentar no segundo turno, marcado para 25 de outubro.
A possibilidade foi levantada pelo cientista político Bruno Soller, sócio da Real Time Big Data, durante participação no Mapa de Risco , programa de política do InfoMoney , nesta sexta-feira (16).
Segundo Soller, embora exista uma expectativa de maior mobilização dos eleitores na reta final da disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), a ausência de eleições para governador em parte dos estados pode produzir o efeito contrário.
“Tem muita gente falando da redução da abstenção, mas isso pode chegar a ter um aumento”, afirmou.
O primeiro turno registrou 33,4 milhões de eleitores ausentes, o equivalente a 21,08% do eleitorado, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Foi o maior índice de abstenção em um primeiro turno presidencial desde 1998.
Leia também CNT/MDA: Flávio oscila para 46% e Lula empata tecnicamente com 45% no segundo turno Considerando apenas os votos válidos, Flávio lidera a disputa com 50,5% dos votos, contra 49,5% do petista Flávio oscila para baixo no Datafolha; o que mudou na disputa contra Lula? Pesquisas mostram disputa apertada, mas eleitorados seguem divididos por renda, região e religião O peso das disputas estaduais Soller citou o Ceará como exemplo da influência das eleições estaduais sobre o comparecimento.
No primeiro turno, o estado registrou abstenção próxima de 17%, em meio a uma disputa pelo governo que mobilizou o eleitorado.
Para o cientista político, o encerramento dessas disputas pode diminuir o interesse de parte dos eleitores em retornar às urnas apenas para escolher o presidente.
Ele ponderou, porém, que não espera uma mudança expressiva no índice nacional de abstenção.
“Eu acredito que, para mais ou para menos, a gente vai variar muito pouco na questão da abstenção.
Até porque isso é um histórico no Brasil”, disse.
Na eleição presidencial de 2022, a abstenção caiu de 20,95% no primeiro turno para 20,59% no segundo, uma redução de aproximadamente 0,36 ponto percentual.
Mobilização na reta final O comparecimento às urnas é uma das variáveis acompanhadas pelas campanhas de Lula e Flávio na última semana antes da votação.
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