Rumo (RAIL3): BBA vê melhora na geração de caixa e diz o que fazer com a ação
O Itaú BBA elevou em 2% sua projeção para o EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Rumo ( RAIL3 ) em 2027, para R$ 9 bilhões, e vê espaço para novas revisões positivas nas estimativas do mercado.
Para 2026, a projeção foi mantida em R$ 8,2 bilhões.
Segundo o relatório assinado pelo analista Daniel Gasparete, a melhora na geração de caixa, a disciplina de custos, o repasse da inflação para as tarifas e uma perspectiva de preços mais favorável devem sustentar resultados mais fortes em 2027.
A projeção do BBA está 3% acima do consenso e dentro da faixa de R$ 9 bilhões a R$ 9,3 bilhões que o banco acredita que poderá ser incorporada às estimativas do mercado no curto prazo.
Por volta das 11h13, as ações da Rumo subiam 1,86%, cotadas a R$ 14,80.
Leia também Ibovespa Hoje Ao Vivo: Bolsa sobe com dados de inflação em foco Bolsas dos EUA operam com viés de baixa com PCE dentro do esperado Apesar do cenário mais favorável, o banco mantém cautela diante dos riscos do El Niño, que pode afetar a produtividade e a área plantada na safra 2026/27, além da volatilidade eleitoral.
Por isso, avalia que uma eventual valorização das ações e a revisão para cima das estimativas de consenso podem ser temporárias.
Para 2027, o BBA elevou a projeção de volume para 97 bilhões de TKUs (toneladas-quilômetro útil) e reduziu as estimativas de investimentos para cerca de R$ 4,7 bilhões por ano em 2027 e 2028, o que deve contribuir para uma geração de caixa maior.
A Rumo negocia a 5,8 vezes o EV/EBITDA (valor da empresa sobre EBITDA) projetado para 2027, e o BBA mantém recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 20,50.
Entre os catalisadores para os próximos meses estão uma possível mudança na estrutura acionária, avanços na geração de caixa e um desempenho melhor que o esperado na Malha Oeste.
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