Justiça do Paraná decide que escola pública não pode transferir aluno com TDAH para a educação especial e obriga o poder público a bancar professor tutor exclusivo, psicoterapia e acompanhamento médico mensal; decisão vale para adolescente de Apucarana e ainda cabe recurso
A Justiça do Paraná determinou que um adolescente com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e deficiência intelectual leve permaneça matriculado na rede regular de ensino e receba acompanhamento individualizado para superar as dificuldades de aprendizagem.
A decisão é da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e envolve uma escola pública de Apucarana, no Norte do Estado.
O caso chegou à Justiça após a escola solicitar a transferência do adolescente para a educação especial.
Justiça do Paraná nega pedido que transfere aluno TDAH e garante permanência na rede regular com apoio individualizado.
Foto: Ilustrativa/Pexels Os desembargadores, porém, entenderam que a mudança não poderia ocorrer apenas em razão das dificuldades apresentadas pelo estudante.
O tribunal determinou que o poder público forneça os recursos necessários para garantir a permanência dele na rede regular , entre eles um professor tutor especializado e individualizado, além de acompanhamento multidisciplinar na área da saúde.
A decisão também autorizou a retenção do adolescente na série em que está matriculado até que ele consiga adquirir os conhecimentos básicos necessários para avançar no percurso escolar.
Adolescente tinha dificuldades de alfabetização e convivência Segundo as informações analisadas no processo, o estudante apresentava dificuldades consideradas severas em áreas como alfabetização, concentração e convivência no ambiente escolar.
Ele já frequentava a rede regular de ensino e recebia alguns recursos de apoio pedagógico.
Mesmo assim, avaliações apontaram que o desenvolvimento acadêmico permanecia abaixo do esperado para a etapa escolar em que se encontrava.
Uma perícia realizada durante o processo concluiu que as habilidades apresentadas pelo adolescente correspondiam a uma etapa escolar bastante anterior àquela que cursava.
O laudo recomendou uma remodelagem do percurso educacional, com a presença de um professor tutor.
A partir dessas informações, os magistrados entenderam que a solução não deveria ser a retirada do estudante da escola regular, mas a oferta de suporte adequado às necessidades apresentadas por ele.
Encceja 2026 acontece neste domingo; veja horários, provas e tudo o que o participante precisa saber Em vez de transferir aluno com TDAH, Justiça determina professor tutor e acompanhamento à saúde A decisão estabelece que o poder público deve disponibilizar um professor tutor com formação especializada e experiência em alfabetização para acompanhar o adolescente de forma individual.
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