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Escola vizinha a obra da construtora do prédio que caiu é interditada em SP

Folha de S.Paulo ·
Escola vizinha a obra da construtora do prédio que caiu é interditada em SP

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A escola infantil e berçário Vivência e Convivência disse ter sido interditada preventivamente pela Defesa Civil na quinta-feira (17) por ser vizinha de uma obra embargada da New Home. A construtora é a mesma do prédio que desabou no distrito Penha, deixando seis mortos na zona leste de São Paulo no sábado (12).

Na quarta-feira (16), a prefeitura fez vistoria na obra inacabada, quando constatou que estava "sem condições de estabilidade e/ou com perigo de ruir". A interdição da escola é provisória.

A instituição tem conseguido decisões judiciais desde 2023 para obrigar a adequações no empreendimento vizinho, diante da identificação de riscos, como mostrou reportagem da Folha. A New Home tem histórico de embargos, multas e prédios nunca entregues .

O espaço de ensino fica na avenida Padres Olivetanos, na Vila Esperança, no distrito da Penha. A construtora atuava principalmente na zona leste.

A reportagem enviou na tarde desta sexta (18) mensagens para advogados que se pronunciaram nos últimos dias em nome da empresa, mas eles não responderam.

Nas duas ações movidas pela escola, não há registro de advogado como representante legal atual da construtora.

Em nota na quarta, a defesa do engenheiro Ronaldo dos Santos Vivaqua, apontado como sócio oculto da empresa, repudiou "informações descontextualizadas" divulgadas por autoridades. Disse que se manifestará após a conclusão do trabalho técnico e o acesso à íntegra da investigação. Ele está preso.

O imóvel inacabado passou por duas perícias técnicas. Nesse meio tempo, a escola decidiu deixar de usar preventivamente algumas salas e parte do pátio.

A perícia mais recente é de junho. Entre os problemas constatados, estavam ferragem exposta à corrosão progressiva, ausência de concretagem em viga de sustentação, parede com abaulamento, ausência das bandejas de proteção e reparos anteriores meramente paliativos.

Para o técnico responsável pela perícia, a situação era "crítica" para queda de materiais de construção. Ele havia afastado, contudo, o risco imediato de colapso, visto que intervenções conseguiram estabilizar fissuras e o muro divisório —antes com afundamento, inclinação e outros problemas.

Diferentemente do prédio que caiu, nesse caso, trata-se de empreendimento baixo. A obra era de sobrados de três pavimentos.

A escola começou a apresentar rachaduras, infiltrações e outros problemas em 2023. Com o desabamento de outro prédio da construtora, foi à Justiça novamente para reivindicar agora a demolição do vizinho.

Em maio de 2025, por decisão judicial, a obra chegou a ser lacrada com cadeado, posteriormente rompido. A interdição havia ocorrido com apoio policial.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha de S.Paulo.

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