CVM quer acelerar uso de inteligência artificial na supervisão do mercado
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) pretende acelerar a adoção de IA na supervisão do mercado de capitais, afirmou o presidente da autarquia, Otto Lobo, nesta quinta-feira (3), durante o Token Summit, em São Paulo.
“Na nossa nova forma de supervisionar o mercado, não podemos mais atuar como antes”, afirmou.
“O meu mandato é exatamente para fazer essa mudança rapidamente.” O presidente da CVM disse que representantes da autarquia estiveram recentemente nos Estados Unidos para conhecer soluções utilizadas por participantes do mercado.
A agenda incluiu reuniões com a Bolsa de Nova York (Nyse), Nasdaq, SEC (CVM americana) e CFTC, além de empresas especializadas em tecnologia para supervisão de mercados.
Segundo ele, a evolução tecnológica e o aumento da capacidade de processamento de dados exigem uma mudança na maneira como o regulador acompanha as operações do mercado.
A autarquia criou recentemente um grupo de trabalho dedicado ao tema, com prazo inicial de 60 dias para as primeiras discussões e participação aberta a agentes do mercado.
Segundo o presidente da CVM, o objetivo é avançar ainda neste ano na discussão sobre novas infraestruturas de negociação e supervisão de valores mobiliários.
Ele afirmou que a autarquia não pretende mais tratar o tema apenas como uma experiência restrita a ambientes de sandbox regulatório.
“O que a CVM está fazendo é colocando uma enzima nisso, para acelerar o processo químico”, disse Lobo.
O presidente da CVM afirmou ainda que associações e instituições do mercado poderão participar dos testes.
Ele citou conversas para utilização de infraestrutura da Anbima e disse que a intenção é colocar os sistemas em funcionamento rapidamente para avaliar as novas ferramentas.
Ele enfatizou ainda que a necessidade de modernizar a fiscalização também ganhou importância diante evolução tecnológica em atividades ilícitas.
Ele citou a necessidade de sistemas mais avançados de detecção e processamento de dados e afirmou que a CVM pode colaborar com outros órgãos na identificação de operações suspeitas.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informação em tempo real do Valor Econômico.
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