Estação de monta: veterinário lista cuidados para preparar o gado; confira
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A proximidade da estação chuvosa no país marca a fase de planejamento estratégico para as propriedades de cria, exigindo atenção redobrada à saúde e ao escore corporal do rebanho.
Em entrevista ao Giro do Boi , o médico-veterinário e coordenador técnico da Boehringer Ingelheim, Leandro Silva, apresentou as diretrizes operacionais para a estação de monta.
O especialista afirmou que, diante do desafio de emprenhar mais de setenta milhões de fêmeas de corte no Brasil até o final de fevereiro, a integração entre nutrição, genética e protocolos sanitários é o único caminho para atingir a meta de desmamar um bezerro por vaca ao ano.
Para garantir que a matriz reconceba em no máximo 80 dias após o parto — considerando uma gestação de 285 dias —, a preparação das fêmeas e dos reprodutores deve ter início imediato, ainda durante o período seco.
Importância da saúde reprodutiva O escore de condição corporal (ECC) das vacas precisa ser mantido na faixa ideal entre 3,0 e 3,5 (em uma escala de 1 a 5).
Matrizes que entram no manejo reprodutivo com ECC abaixo de três (apresentando mais de quatro costelas aparentes) entram em anestro profundo e reduzem drasticamente as taxas de concepção na Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF) ou na monta natural.
No caso dos touros, a realização do exame andrológico de 45 a 60 dias antes da estação de monta é uma etapa inegociável.
A avaliação de bancada no curral deve atestar a qualidade do sêmen (motilidade e vigor) e a integridade de dentes, aprumos e cascos.
Touros reprovados devem passar por reavaliação em 15 dias e, se mantiverem a inaptidão, substituídos por jovens de 2 anos.
Veja em primeira mão tudo sobre agricultura, pecuária, economia e previsão do tempo : siga o Canal Rural no Google News! Protocolos sanitários e vacinação A implementação do protocolo sanitário preventivo representa a etapa de menor custo operacional no sistema de cria, mas gera forte impacto na taxa de prenhez final.
O veterinário alertou para a importância da primovacinação em novilhas de 14 meses e touros jovens: fêmeas e machos que recebem vacinas reprodutivas (contra IBR, BVD e Leptospirose) pela primeira vez exigem obrigatoriamente a aplicação de uma dose de reforço entre 21 e 40 dias após a primeira aplicação.
Para mensurar os resultados da atividade de cria com precisão, o pecuarista deve dividir a gestão de dados em dois indicadores distintos.
Caso a propriedade enfrente baixas taxas de prenhez mesmo cumprindo o protocolo de vacinação, a orientação é auditar os processos de aplicação para evitar refluxos de vacina na pele, checar a manutenção do botijão de nitrogênio e a viabilidade do sêmen desmembrado, além de realizar sorologias específicas para mapear os sorovares de Leptospirose prevalentes na região.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.canalrural.com.br — o conteúdo pertence a Canal Rural.