Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300
Ela começou com R$ 300 e levou suas joias para uma novela Os búzios são muito mais do que elementos decorativos para a empreendedora Aline Neumann.
Presentes em praticamente todas as suas criações, eles representam ancestralidade, espiritualidade e conexão com as raízes africanas.
Foi a partir desse símbolo que ela construiu uma marca de afrojoias que hoje conquista clientes em todo o Brasil e ganhou destaque em uma novela da TV Globo.
Formada em Moda, Aline sempre desenvolveu projetos inspirados na cultura afro-brasileira.
Apesar do reconhecimento acadêmico, ouviu de um professor que deveria abandonar a ideia porque "moda afro não dava dinheiro".
O comentário, em vez de desanimá-la, serviu como combustível para seguir em frente.
A trajetória empreendedora começou de forma simples.
Com investimento inicial de apenas R$ 300, ela produziu os primeiros brincos e passou a vendê-los na Avenida Paulista, em São Paulo.
Ela ouviu que moda afro não dava dinheiro e começou negócio com R$ 300 Reprodução/PEGN O dinheiro arrecadado foi reinvestido na produção até que surgiu a oportunidade de participar da Feira Preta, considerado um dos maiores eventos de cultura e empreendedorismo negro da América Latina.
Lá, vendeu todas as peças que levou.
No início, os acessórios eram feitos com materiais simples, mas carregavam uma identidade visual forte.
A receptividade dos clientes e os elogios de personalidades conhecidas ajudaram a consolidar a confiança da empreendedora no potencial do negócio.
Com o tempo, ela aprendeu sozinha a confeccionar peças com búzios e ampliou o catálogo para incluir colares, pulseiras e anéis.
Hoje, os brincos da marca custam, em média, R$ 150, enquanto os colares são vendidos por cerca de R$ 250.
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