Novo prédio do MP sediará grupos que investigam crime organizado
A obra de R$ 22,6 milhões anunciada na semana passada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) será destinada à ampliação e modernização da estrutura utilizada por grupos especializados no combate ao crime organizado e à corrupção.
O novo prédio será construído junto ao espaço onde atualmente funcionam o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) e o Gecoc (Grupo Especial de Combate à Corrupção).
A estrutura fica na lateral da sede da PGJ (Procuradoria-Geral de Justiça), no Parque dos Poderes, em Campo Grande, em uma área de acesso reservado, cercada por muro e com controle de segurança.
Parte do prédio atual será demolida para permitir a ampliação.
Da estrutura atual, 9,35 m² serão demolidos e outros 626,63 m² permanecerão e passarão por reforma.
A eles serão acrescentados cerca de 2,4 mil m² de novas áreas, além de estruturas complementares, como estacionamento, guarita e espaços externos.
Segundo o MPMS, a nova unidade foi planejada para reforçar a infraestrutura destinada às atividades de investigação, inteligência e enfrentamento de crimes complexos, incluindo delitos cibernéticos.
O projeto prevê salas de trabalho, áreas de apoio, auditório, refeitório e espaços de descanso para servidores e agentes que participam de operações e investigações.
Também haverá 2 elevadores e estacionamento coberto.
Apesar de abrigar grupos que participam diretamente de operações contra organizações criminosas, o prédio não funciona como unidade de custódia.
A Polícia Civil encaminha para suas estruturas os presos durante ações do Gaeco e do Gecoc.
Já os grupos podem receber materiais apreendidos, documentos, equipamentos e outras provas obtidas durante o cumprimento de mandados para análise e armazenamento.
Segundo divulgado pela PGJ, a obra foi viabilizada por meio de convênio firmado entre o MPMS e o Governo do Estado.
Não houve publicação de convênio recente entre o MPMS e o Poder Executivo.
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