Ibovespa cai com aversão a risco e cenário eleitoral em foco; dólar sobe
O Ibovespa futuro abriu em baixa nesta segunda-feira (14), enquanto o dólar abriu em alta.
A semana começou com uma grande reviravolta no setor de inteligência artificial e com mais um salto no preço do petróleo, que aumentam a aversão aos investimentos de maior risco no mundo inteiro.
No Brasil, o caso Master aprofundou a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) às vésperas do julgamento que decide, amanhã, pela investigação do ministro Alexandre de Moraes, o que pode trazer volatilidade.
O Ibovespa futuro caía 0,95%, aos 186.895 pontos, às 9h05 O dólar comercial avançava 0,53%, a R$ 5,15, no mesmo horário Os indicadores futuros de ações americanas caíam no começo desta segunda-feira (14).
Especialmente o índice Nasdaq, que concentra as empresas de tecnologia, tombava.
As ações globais ligadas à inteligência artificial caíram depois que o presidente da Anthropic, Dario Amodei, defendeu uma desaceleração no desenvolvimento de capacidades de inteligência artificial.
A proposta recebeu o apoio de figuras importantes do setor de tecnologia.
Em um artigo publicado no sábado, o presidente da Anthropic afirmou que as companhias de inteligência artificial precisam reduzir o ritmo de inovação devido a riscos de segurança.
No domingo, Amodei disse em uma entrevista que o "dilema mais difícil" é o que aconteceria caso a China não adotasse a medida.
Enquanto isso, o presidente da empresa OpenAI, Sam Altman, afirmou em uma entrevista no sábado que uma oferta pública inicial (IPO) neste ano seria "pouco aconselhável".
Em contrapartida, a cotação do petróleo saltava, após a Arábia Saudita fechar um importante oleoduto que contorna o Estreito de Ormuz.
Na semana passada, a cotação do petróleo ultrapassou a marca de US$ 100 por barril pela primeira vez desde maio, com a escalada da guerra no Oriente Médio.
Em meio à preocupação com a pressão do petróleo sobre a inflação, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) se reúne nesta semana para a sua decisão de juros de setembro.
Operadores de contratos futuros preveem uma probabilidade de 86% de uma alta de juros, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.
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