Polícia investiga se habeas corpus para cultivo de cannabis medicinal foi usado para venda de drogas em SP
No papel, a maconha era pra fim medicinal.
Mas a polícia acredita que não passava de fachada para o tráfico de drogas Uma operação da Polícia Civil de São Paulo investiga possíveis desvios no uso de habeas corpus que autorizam o cultivo de cannabis para fins medicinais.
Segundo a polícia, beneficiários da medida judicial estariam usando a autorização para comercializar drogas, o que não é permitido.
Para a polícia, esse seria o caso de João Gabriel Mazzucatto Costa, que obteve na Justiça autorização para cultivar cannabis em casa.
Ele alegava ansiedade generalizada, fobia social, insônia, transtorno de humor e dor lombar.
O objetivo era produzir óleo de canabidiol para o próprio tratamento.
Segundo a investigação, João Gabriel já havia sido preso por posse de drogas e por plantar maconha em casa.
Ele havia sido condenado e cumpria prisão domiciliar.
Durante buscas realizadas nesta semana, a polícia encontrou duas estufas na propriedade e um saco com flores secas de maconha guardado dentro de uma adega no quarto dele.
A polícia afirma que não encontrou elementos que comprovassem a produção do óleo medicinal.
"Essas plantas secas servem para outra finalidade que não a produção de óleo", afirmou um delegado responsável pela investigação.
Nas redes sociais, João Gabriel Mazzucatto Costa se apresentava como "Ben Grower" e compartilhava informações sobre cultivo de cannabis.
Oficialmente, comercializava um adubo conhecido como bokashi.
Polícia investiga se habeas corpus para cultivo de cannabis medicinal foi usado para venda de drogas em SP; Reprodução/TV Globo O que é o habeas corpus preventivo O habeas corpus preventivo funciona como uma autorização judicial para o cultivo da planta quando há comprovação de uso medicinal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.