Megaobra esperada há mais de 100 anos vai afundar 870 metros de túnel no mar para transformar travessia de até 1 hora em percurso de apenas 5 minutos
Projeto de R$ 6,8 bilhões terá 1,5 km de extensão, com 870 metros imersos, e promete reduzir para até cinco minutos a ligação entre as cidades.
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O Túnel Santos–Guarujá é uma ligação discutida há mais de um século e agora avança como a primeira travessia rodoviária imersa do Brasil. O projeto terá 1,5 km, dos quais 870 metros ficarão sob o canal portuário, com investimento estimado em R$ 6,8 bilhões.
Trata-se do Túnel Santos–Guarujá, ligação fixa entre as duas margens do Porto de Santos. Segundo o Governo de São Paulo, a solução para unir as cidades é discutida há mais de um século e passou a ser estruturada como uma parceria público-privada.
O projeto foi leiloado em setembro de 2025, com vitória do grupo Mota-Engil. O contrato de 30 anos inclui construção, operação e manutenção da infraestrutura.
O trecho imerso terá 870 metros e será construído com módulos de concreto pré-moldados. Conforme o portal oficial do projeto , as peças serão fabricadas, levadas ao canal, imersas em uma trincheira preparada no leito e depois conectadas e seladas.
O estudo ambiental prevê seis módulos de três células. A técnica evita uma ponte sobre o canal e preserva a passagem de navios, sem limitar a expansão portuária.
Hoje, a ligação pode ser feita por balsas ou por uma rota rodoviária muito mais longa. O Governo de São Paulo informa que a travessia por estrada pode chegar a uma hora, enquanto as balsas levam cerca de 18 minutos sem considerar filas e variações operacionais.
Com a ligação fixa, a estimativa estadual é de percurso em até cinco minutos. A estrutura também deverá reduzir a dependência das balsas e criar uma passagem direta entre áreas urbanas de Santos e Vicente de Carvalho, no Guarujá.
A infraestrutura foi concebida para diferentes modais. O projeto prevê três faixas por sentido, com uma preparada para o Veículo Leve sobre Trilhos, além de passagem dedicada a pedestres e ciclistas e espaço para sistemas necessários à operação.
Veículos de passeio, ônibus e caminhões também poderão utilizar a ligação. A combinação atende deslocamentos cotidianos e necessidades logísticas ligadas ao Porto de Santos.
O investimento oficial atualizado é de aproximadamente R$ 6,8 bilhões . A modelagem prevê aporte público de até R$ 5,1 bilhões, dividido entre São Paulo e governo federal.
Segundo o Programa de Parcerias de Investimentos de São Paulo , a Mota-Engil será responsável pela construção, operação e manutenção. O empreendimento também integra o Novo PAC e deverá gerar cerca de 9 mil empregos diretos e indiretos.
O cronograma oficial divulgado em 2026 prevê etapas preparatórias em 2027, fabricação dos elementos e dragagem em 2028, imersão e montagem dos módulos em 2029 e finalização dos sistemas e testes em 2030.
A operação comercial está programada para 2031 . Quando concluída, a obra deverá criar uma ligação permanente entre as duas cidades sem interromper o canal de navegação, atendendo mobilidade urbana, transporte coletivo e logística portuária em uma travessia aguardada há mais de cem anos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.