Menos PT, mais aliados: como Lula redesenhou seus palanques estaduais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chega à campanha de 2026 com um desenho estadual menos dependente de candidaturas próprias do PT do que em qualquer outra eleição presidencial disputada pelo petista desde 1994.
O partido terá candidatos ao governo em 12 unidades da Federação.
Em 2022, foram 13.
Em 2006, na campanha pela reeleição, 18.
Quando Lula conquistou o Planalto pela primeira vez, em 2002, o PT lançou 25 nomes.
Lula: conheça a história do presidente que tenta o 4º mandato aos 80 anos A redução não decorre apenas de dificuldades locais.
Ela faz parte de uma estratégia mais ampla da campanha presidencial de trocar candidaturas petistas com pouca perspectiva de vitória por palanques comandados por aliados competitivos, inclusive de partidos que decidiram permanecer neutros nacionalmente.
Nesse desenho, o PT aceita perder espaço nas disputas estaduais para ampliar o número de lideranças trabalhando pela reeleição de Lula.
O alvo mais evidente são legendas de centro que não aderiram formalmente nem a Lula nem a Flávio Bolsonaro (PL).
PSD, União Brasil, PP e MDB terão candidatos estaduais apoiados pelo petista em diferentes regiões.
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Fora desses estados, a campanha presidencial dependerá em maior medida de candidatos de outras legendas.
O PSD comandará palanques favoráveis a Lula no Rio de Janeiro, Amazonas, Sergipe e Tocantins.
No Amapá, a composição passa pelo União Brasil; na Paraíba, pelo PP.
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