Conselho de Segurança da ONU discute o futuro da inteligência artificial: 'Risco para a humanidade'
Na ONU, chefes das maiores empresas de IA alertam para ameaça à segurança global O Conselho de Segurança da ONU discutiu nesta quarta-feira (23) o futuro da inteligência artificial.
Participaram da reunião três chefes das maiores empresas de IA do mundo: Sam Altman, da OpenAI; Dario Amodei, da Anthropic; e Clément Delangue, da Hugging Face.
Eles admitiram que, se não forem bem gerenciadas, as novas tecnologias representam uma ameaça à segurança global.
É na ONU que representantes dos países se reúnem para discutir os conflitos mais complexos do mundo.
Nesta quarta-feira (23), a pauta por lá foi tecnologia.
Sam Altman, fundador da OpenAI, a empresa da ferramenta ChatGPT, foi pessoalmente.
Dario Amodei, da Anthropic, e Clement Delangue, da Hugging Face, participaram remotamente.
Yoshua Bengio, cientista considerado um dos pais da inteligência artificial moderna, foi o primeiro a falar.
Ele disse que os programas de inteligência artificial já tomaram decisões que seriam consideradas crimes se tivessem sido tomadas por humanos e que cidadãos e governos não podem contar apenas com declarações de empresas de que vão desacelerar o avanço da tecnologia.
Ao falar sobre a necessidade de regulamentar a IA, ele disse: “É uma missão urgente para a humanidade.
Os riscos são reais e iminentes”. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Bengio afirmou que cientistas totalmente independentes precisam ter acesso ao que as corporações estão fazendo e propôs um acordo internacional para proibir modelos de IA considerados perigosos desde a fase inicial de programação.
“Este conselho enfrenta uma ameaça sem precedentes.
Uma ameaça que nenhum de seus membros escolheria, que nenhum consegue conter sozinho e que não respeita as fronteiras que defendemos”, alertou o pesquisador.
Conselho de Segurança da ONU discute o futuro da inteligência artificial Jornal Nacional/ Reprodução Sam Altman defendeu a inteligência artificial como ferramenta para melhorar a vida das pessoas e impulsionar novas descobertas científicas.
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