Trezor confirma vazamento de dados de 14 mil clientes; brasileiros são afetados
Quase 14 mil clientes da Trezor tiveram seus dados pessoais expostos em uma violação de segurança na ShipMonk , empresa responsável pelo envio dos produtos.
A maioria teve nomes, números de telefone e endereços residenciais expostos.
Segundo um comunicado da Trezor divulgado na noite de quarta-feira (12) , a ShipMonk informou à fabricante de carteiras de hardware na segunda-feira (10) que uma pessoa não autorizada havia acessado os sistemas que armazenavam dados dos pedidos dos clientes.
We have some difficult news to share.
Unfortunately, one of our shipping providers has experienced a data breach that exposed sensitive order data.
This affects new customers in the US, UK, Sweden, Colombia, Brazil, Italy, and Portugal who received an order within the 90 days… — Trezor (@Trezor) August 13, 2026 A empresa especificou que nomes, endereços de e-mail, números de telefone e endereços de entrega de 11.742 clientes foram expostos.
Outros 1.947 clientes tiveram nomes, cidades e endereços de e-mail vazados, elevando a estimativa aproximada de vítimas para cerca de 13.700 pessoas nos Estados Unidos, Reino Unido, Suécia, Colômbia, Brasil , Itália e Portugal.
A Trezor afirmou que a violação não afetou seus sistemas internos e que as próprias carteiras de hardware continuam seguras.
“Esta é a primeira vez desde a fundação da Trezor, em 2013, que enfrentamos uma violação que expôs números de telefone e endereços de entrega de clientes”, afirmou a empresa.
O que o vazamento dedados da Trezor quer dizer Os clientes afetados agora correm maior risco de serem alvos de campanhas de phishing, nas quais os invasores podem entrar em contato se passando pela Trezor, por bancos ou por corretoras de criptomoedas e usar as informações para tentar induzir os usuários a fornecer dados mais sensíveis ou entregar seus ativos.
Incidentes semelhantes também ocorreram com a fabricante de carteiras concorrente Ledger.
Em janeiro, clientes da Ledger foram alertados de que nomes e informações de contato haviam sido expostos após um acesso não autorizado aos dados de pedidos mantidos pela empresa terceirizada de comércio eletrônico Global-e.
Em 2020, uma violação maior da Ledger expôs informações de mais de 270 mil clientes depois que invasores acessaram dados de marketing e comércio eletrônico.
Nomes, endereços de e-mail, números de telefone e, em alguns casos, endereços residenciais foram posteriormente publicados em um fórum de hackers, o que levou a tentativas de phishing e relatos de assédio.
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