O futuro das finanças na IA. Como o agente de contabilidade “Artur” precisa de governação
Tal como muitos outros profissionais no setor da tecnologia, tenho experimentado frameworks de agentes de inteligência artificial (IA) que estão sempre ativos, como o OpenClaw.
Numa semana, consumi mais de 220 milhões de tokens .
A s faturas começaram a acumular-se tão rapidamente que fiz a única coisa lógica: criei um agente de contabilidade a que dei o nome “Artur”, para acompanhar todo o dinheiro que os meus outros agentes estavam a gastar.
Ao princípio, fiquei impressionado.
O Artur tratou rapidamente das faturas, introduziu-as numa folha de cálculo, registou os valores e categorizou as despesas.
Mas depois verifiquei o seu trabalho .
O registo contabilístico estava uma confusão.
Tinha, inexplicavelmente, alterado categorias de despesas de “Despesas de IA” para “Serviços de Cloud”, eliminado aquilo que presumiu ser uma fatura duplicada e formatado as datas como cadeias de texto, de tal forma que a folha de cálculo nem sequer as conseguia interpretar.
Quando lhe pedi que fizesse uma autoavaliação, o Artur deu a si próprio 5 em 10.
O seu próprio resumo, brutalmente honesto, foi: “Uma folha de cálculo tão danificada como esta falharia qualquer fórmula básica ou tabela dinâmica.” A história do Artur é um exemplo de um problema sério que está a surgir em empresas de todo o mundo.
Na corrida para adotar a IA generativa, instalou-se uma suposição perigosa de que a principal barreira à implementação é a falta de inteligência das máquinas .
Esta perspetiva ignora a importância crítica da fiabilidade sistémica.
Uma IA que impressiona numa demonstração, mas não é fiável num fluxo de trabalho real, é pior do que não ter solução nenhuma.
Na área financeira, “quase certo” sempre significou errado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.