Pelo menos sete mortos em ataque israelita na Cidade de Gaza
O utras 15 pessoas ficaram feridas no bombardeamento contra o movimentado café "Em Bons e Maus Momentos", localizado no porto da principal cidade do enclave palestiniano.
"Sete pessoas morreram, incluindo pelo menos uma criança, e mais de quinze feridos foram transferidos de hospitais de campanha dos Estados Unidos e do Crescente Vermelho Palestiniano para o Hospital al-Shifa", relatou à agência espanhola EFE um responsável hospitalar.
O bombardeamento foi realizado com dois mísseis israelitas, que causaram graves danos no edifício e feriram a maioria das pessoas que se encontravam no seu interior, de acordo com fontes locais.
Os feridos foram inicialmente transportados em veículos particulares, enquanto ambulâncias tentavam chegar ao local, que é também uma das zonas mais movimentadas da Cidade de Gaza, frequentada por milhares de palestinianos deslocados, bem como por pessoas que visitam a orla costeira e o porto.
O exército israelita alegou a realização do ataque com neutralização de vários comandantes do grupo islamita Hamas, utilizando um "ataque aéreo preciso com o objetivo de eliminar a ameaça".
Anteriormente, Israel já tinha anunciado hoje a morte em Khan Yunis, no sul do território, de um elemento da Jihad Islâmica que invadiu o território israelita durante os ataques de 07 de outubro de 2023 que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
O ataque, realizado no domingo, matou Tareq Anwar Khamis Ra'i, identificado pelo exército como comandante de companhia na unidade de abastecimento da Jihad Islâmica, apesar do cessar-fogo em vigor desde outubro do ano passado.
As operações israelitas ocorrem um dia depois de o chefe do Governo, Benjamin Netanyahu, receber o enviado da Casa Branca (presidência norte-americana) Jared Kushner e representantes do Conselho da Paz para a Faixa de Gaza, para discutir a segunda fase do cessar-fogo.
Na reunião, que terá durado cerca de quatro horas, Netanyahu manifestou o seu ceticismo em relação ao plano de Washington, segundo o portal noticioso norte-americano Axios, enquanto Kushner sugeriu que os Estados Unidos compreenderiam se atacasse o território vizinho em caso de "ameaças iminentes", apesar da trégua.
Netanyahu recusou no passado dia 09 de agosto o plano apresentado pelo Conselho da Paz, que contava com o apoio de Donald Trump e previa o desarmamento do Hamas e a retirada do exército israelita, que ocupa atualmente mais de 60% do enclave palestiniano.
O Hamas tinha concordado com este roteiro no final de julho e reafirmou hoje o seu compromisso, deixando porém um alerta de que é "primeiro necessário que os israelitas aprovem" o texto norte-americano.
As duas partes acusam-se mutuamente de violação do cessar-fogo no território e continuam sem acordo para a segunda fase do entendimento, que propõe o desarmamento das milícias palestinianas, a retirada gradual de Israel e a criação de um órgão tecnocrático palestiniano, a par do destacamento de uma força internacional de estabilização.
A guerra no enclave foi desencadeada pelos ataques liderados pelo Hamas em 07 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais morreram cerca de 1.200 pessoas e 251 foram feitas reféns.
Em retaliação, Israel lan
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