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Restos mortais de nacionalista Yevhen Konovalets sepultados hoje em Kyiv

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Restos mortais de nacionalista Yevhen Konovalets sepultados hoje em Kyiv

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Konovalets foi fundador da Organização Militar Ucraniana (UVO), que lutou contra a Polónia e a Rússia bolchevique após a Primeira Guerra Mundial, e mais tarde da Organização dos Nacionalistas Ucranianos (OUN), tendo sido também comandante do Corpo de Fuzileiros de Sich, uma das primeiras unidades regulares do Exército Popular Ucraniano durante a Guerra da Independência da Ucrânia.

Foi assassinado por um agente dos serviços secretos soviéticos em 23 de maio de 1938 e sepultado no Cemitério de Crooswijk, na mesma cidade.

Zelensky elogiou "caráter exemplar" de Konovalets, apesar de a organização que liderou estar ligada ao nacionalismo ucraniano mas também à colaboração temporária com a Alemanha nazi.

No passado dia 13, os restos mortais foram transladados para a Ucrânia, onde foram recebidos com honras de Estado e militares. No domingo, foi realizada uma missa fúnebre na Catedral Patriarcal da Ressurreição de Cristo, em Kyiv.

Para Zelensky, Konovalets é um "filho ilustre do povo ucraniano", a quem se deve o reconhecimento pelos esforços na criação de uma Ucrânia independente.

"Infelizmente, naquela altura, isso não pôde ser estabelecido. Não havia união nem sabedoria suficientes entre os líderes políticos da época", comentou.

Yevhen Konovalets "viveu e lutou pela Ucrânia, pela independência e por um Estado independente", quando "era mais conveniente para os ricos permanecerem reféns de regimes estrangeiros", declarou o Presidente ucraniano durante a cerimónia.

Em maio, os restos mortais do antigo líder da OUN Andriy Melnik, que também colaborou com os nazis antes de se virar contra eles e acabar no campo de concentração de Sachsenhausen, foram transferidos do Luxemburgo e sepultados no Cemitério Militar Nacional da capital ucraniana.

A recuperação de corpos de nacionalistas ucranianos é promovida por Zelensky, no âmbito de uma iniciativa para receber e homenagear heróis e figuras ilustres num panteão nacional em Kyiv, cuja construção já foi aprovada.

De acordo com a proposta de lei, já aprovado pelo parlamento, o panteão vai incluir não só figuras políticas e militares que ajudaram a criar o Estado ucraniano e a conquistar a independência, mas também outras figuras proeminentes da cultura, ciência e religião.

O controverso Stepan Bandera, cujos restos mortais repousam na Alemanha, poderá ser o próximo antigo líder nacionalista a ser transferido para a Ucrânia.

A homenagem aos antigos dirigentes nacionalistas tem sido acompanhada de incidentes diplomáticas com a vizinha Polónia.

O Presidente da Polónia, o historiador conservador e nacionalista Karol Nawrocki, afirmou que "estes não são os heróis de que a Europa precisa" e mandou retirar a mais alta condecoração polaca a Zelensky.

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