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Chegada dos veículos autónomos já assusta condutores de TVDE

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Chegada dos veículos autónomos já assusta condutores de TVDE

Os veículos autónomos foram um dos temas em discussão na conferência “Dia da Mobilidade by Bolt”, que decorreu esta terça-feira em Lisboa, e causou apreensão entre os condutores de TVDE e operadores do setor presentes no Técnico Innovation Center.

Da sala surgiram questões sobre a possível extinção da profissão.

Cenário que foi admitido, embora num período de tempo longínquo.

Rui Velasco, que presta apoio ao conselho diretivo do Instituto da Mobilidade e Transportes, afirmou que os veículos autónomos podem substituir os condutores “num horizonte de algumas décadas, quando se chegar a uma autonomia completa” .

“Durante um período transitório, haverá veículos autónomos a conviver com veículos não autónomos”, que continuarão a necessitar de condutores.

Portugal vai aderir a rede europeia de veículos autónomos Ler Mais “Vai acontecer, mas já não estaremos cá”, afirmou Sofia Cartó , diretora de Políticas Públicas da Bolt Portugal.

Para a responsável, é algo que “vai evoluir de forma muito gradual” , antecipando que, mesmo quando a condução estiver massificada, “haverá pessoas que preferem ter uma condução humana, com relação humana”.

Na Estónia, onde a Bolt nasceu, já há pequenos veículos autónomos que fazem pequenas entregas de comida.

Para Portugal, “ainda não há planos sistematizados”, mas “é algo que estamos a seguir muito atentamente” .

“Há profissões que com a autonomia tendem a desaparecer”, assinalou Pedro Lima, investigador do Instituto Superior Técnico .

Uma evolução que considerou natural: “As pessoas percebem que ali já não há oportunidades de trabalho e vão para outras coisas”.

Da audiência veio também uma questão de uma condutora do Porto sobre a capacidade de um veículo autónomo lidar com as situações imprevistas na estrada, por não ter a sensibilidade e intuição de um humano.

O investigador do Instituto Superior Técnico reconheceu que nos meios urbanos é mais difícil implementar a condução autónoma, mas defendeu que quando a esmagadora maioria dos veículos for autónoma “os acidentes serão claramente reduzidos”.

Cláudia Machado, diretora de Inovação da Brisa , também salientou o impacto positivo na segurança e referiu que a empresa já há vários anos que está a fazer testes nas autoestradas com veículos autónomos envolvendo comunicação com a infraestrutura.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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