Mexidas no IRS dão alívio fiscal até 343 euros. Veja aqui as simulações
O corte de taxas do IRS, aprovado pelo Governo e que segue agora para o parlamento, vai permitir às famílias ficar com mais dinheiro na carteira.
Alívio será de 400 milhões de euros.
Há “poupanças” anuais para os contribuintes entre 65,38 e 342,75 euros, segundo a consultora EY.
As alterações nos escalões do IRS traduzem-se num aumento do rendimento líquido para todos os níveis remuneratórios analisados, embora com impactos diferenciados.
Em termos relativos, o impacto tende a ser mais expressivo nos salários intermédios entre 2.000 euros a 2.500 euros mensais.
Veja aqui as simulações da EY para o Jornal Económico “A redução das taxas de IRS abrange os primeiros seis escalões, enquanto as taxas aplicáveis aos escalões superiores se mantêm inalteradas.
Por este motivo, o benefício cresce à medida que o rendimento aumenta até atingir o valor máximo associado à passagem integral pelos escalões objeto de redução, estabilizando posteriormente”, explica ao JE Anabela Silva, partner da EY.
Em termos absolutos, prossegue a fiscalista, “os contribuintes com rendimentos intermédios e médio-altos são os que beneficiam de uma poupança anual mais elevada.
Contudo, em termos relativos, o impacto tende a ser mais expressivo nos níveis remuneratórios intermédios, designadamente em torno de 2.000 euros a 2.500 euros mensais”.
Anabela Silva conclui: ”nos rendimentos mais baixos, a poupança é necessariamente mais reduzida, uma vez que a coleta de IRS já é limitada.
Nos rendimentos mais elevados, o benefício deixa de aumentar significativamente porque a redução não abrange os escalões superiores”.
Maiores aumentos do rendimento disponível vão fazer sentir-se nos salários mais elevados para contribuintes casados (2 titulares), com e sem filhos, e os pensionistas casados, sem filhos, que auferiam um salário bruto e pensões entre 4.000 e 5.000 euros.
Nas contas da EY, no caso de contribuintes casados, com dois titulares, auferindo rendimentos mensais brutos que variam entre 4.000 e 5.000 euros brutos mensais, as poupanças anuais variam entre os 171,38 euros para contribuintes solteiros (sem filhos ou com um filho) e os 342,76 euros para casados (dois titulares), sem filhos e com um ou dois filhos.
Já um trabalhador solteiro, sem filhos, com uma remuneração bruta de 2.000 por mês, paga sobre 14 meses um rendimento bruto anual de 28.000 euros.
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