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Economia

Ordem dos Médicos reconhece reforço de profissionais de saúde no OE, mas alerta para corte de 350 milhões no investimento de bens e serviços

Jornal Económico ·
Ordem dos Médicos reconhece reforço de profissionais de saúde no OE, mas alerta para corte de 350 milhões no investimento de bens e serviços

O bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes identifica no Orçamento do Estado para 2027 um sinal positivo no reforço dos recursos humanos.

No entanto, considera que esta medida contrasta com a redução das verbas destinadas ao investimento e ao funcionamento do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

Sem a ajuda do PRR, o setor da saúde vai dispor de 18 mil milhões de euros para 2027.

São menos 268 milhões de euros, ou seja menos 1,5% do quando comparado com o de 2026.

Segundo o Expresso, desde 2011, altura da troika, que Portugal não sofria um corte no orçamento do ano seguinte.

“Não obstante haver aqui um esforço na área dos recursos humanos”, afirma Carlos Cortes, o documento apresenta uma diminuição do orçamento da saúde que, na sua perspetiva, pode comprometer a capacidade de resposta dos serviços.

O responsável considera que o Governo assume a ambição de aumentar o número de consultas e cirurgias, mas não garante, através das verbas previstas, os meios necessários para concretizar esses objetivos.

“Há aqui a expressão de uma ambição para haver mais consultas, para haver mais cirurgias, que esbarra completamente com a realidade do Orçamento do Estado”, defende.

Uma das principais preocupações prende-se com a redução do investimento, que, segundo o responsável, poderá comprometer obras em instalações de saúde, a construção de centros de saúde, a modernização de blocos operatórios e a aquisição de novos equipamentos de diagnóstico.

“Quando temos instalações que não são remodeladas, blocos operatórios que não estão a funcionar e não podem sofrer obras, centros de saúde que não são construídos e novos equipamentos de diagnóstico que não são adquiridos, isto tem um impacto no doente diretamente”, sublinha.

Na prática, acrescenta, a falta de investimento pode traduzir-se em doentes que não são operados, diagnósticos que chegam tarde e dificuldades acrescidas no acesso aos cuidados de saúde.

O bastonário considera, por isso, que o Governo deve esclarecer publicamente quais os investimentos previstos para 2027 e quais terão de ser adiados ou cancelados.

“Todos os portugueses têm o direito de saber onde é que vão ser colocados os investimentos em saúde em 2027”, defende, pedindo uma identificação concreta dos hospitais e centros de saúde cuja construção ou modernização poderá ficar comprometida.

O Executivo assume, contudo, o modelo que conta com a ajuda dos privados, em bora o SNS mantenha o papel central no que respeita à saúde.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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