LeBron James mergulha na história da escravatura em Angola
A estrela norte-americana do basquetebol mundial LeBron James manifestou-se “muito feliz” e “entusiasmado” por visitar Angola pela primeira vez , durante a passagem pelo Museu Nacional da Escravatura, em Luanda, onde teve contacto com um dos mais importantes lugares de memória da história do país.
“Estou muito feliz.
É a primeira vez que visito Angola e as pessoas são muito acolhedoras.
Estou entusiasmado por estar aqui.
Adoro a hospitalidade”, afirmou o campeão da NBA nas suas primeiras declarações à imprensa angolana, no final da visita ao museu.
Acompanhado pelo ministro do Turismo, Márcio Daniel, LeBron James recebeu explicações da direção do museu sobre o significado histórico do espaço e o seu papel na preservação da memória de um dos períodos mais marcantes da história de Angola e das relações entre África, a Europa e as Américas.
Localizado no Morro da Cruz, em Luanda, o atual Museu Nacional da Escravatura está instalado num complexo que, durante o período colonial, funcionou como entreposto comercial, centro de concentração e ponto de embarque de pessoas escravizadas.
A propriedade esteve ligada ao capitão e comerciante de escravos Álvaro de Carvalho Matoso, cuja actividade se inseria na estrutura do tráfico transatlântico de pessoas.
O local funcionava como depósito, onde africanos capturados no interior do continente eram concentrados antes de serem transportados para a costa e posteriormente embarcados em navios negreiros.
As condições de permanência eram marcadas pela insalubridade, subnutrição e violência.
Na Capela da Casa Grande, anexa ao edifício principal, os escravizados eram submetidos ao baptismo, num processo que, para além da dimensão religiosa, representava a imposição de uma nova identidade cultural, através da substituição dos nomes africanos por nomes portugueses.
Relatos históricos referem igualmente a existência de alambiques no local para a produção de cachaça, bebida que era fornecida aos escravizados no contexto do sistema de exploração e transporte transatlântico.
A localização do Morro da Cruz permitia uma ligação direta à praia, funcionando como ponto de escoamento para os navios que transportavam homens, mulheres e crianças para as Américas, sobretudo para o Brasil.
O tráfico transatlântico transformou Angola num dos principais pontos de origem de pessoas escravizadas destinadas ao continente americano.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.