ITQB NOVA estuda bactéria associada ao agravamento da dermatite atópica
A comichão persistente, a pele seca e áspera e o aparecimento de manchas avermelhadas estão entre os sintomas mais frequentes, com impacto na autoestima e na vida social dos doentes.
No Instituto de Tecnologia Química e Biológica António Xavier da Universidade NOVA de Lisboa (ITQB NOVA), uma equipa liderada por Maria Miragaia está a estudar o papel da bactéria Staphylococcus aureus no agravamento da dermatite atópica.
A bactéria está presente em cerca de 90% das pessoas com esta doença.
Para perceber melhor a sua relação com a dermatite atópica, a equipa está a construir uma coleção inédita a nível mundial de Staphylococcus aureus isoladas de lesões de dermatite atópica.
O objetivo é comparar o genoma destas bactérias com o de estirpes não associadas à doença, procurando identificar características que as distingam.
A identificação de fatores de Staphylococcus aureus específicos da dermatite atópica poderá, no futuro, contribuir para o desenvolvimento de novas terapêuticas mais direcionadas para estes doentes.
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