PRR: Ministro da Economia ansioso para prestar esclarecimentos no parlamento
O ministro da Economia e da Coesão, Manuel Castro Almeida, disse esta quarta-feira “estar ansioso” para prestar os devidos esclarecimentos no parlamento sobre a execução do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), a pedido do PS.
“O Partido Socialista quer ouvir-me com urgência, mais urgência tenho eu em falar.
Estou ansioso para poder dar esses esclarecimentos”, afirmou o governante.
Manuel Castro Almeida falava aos jornalistas, em Sines, no distrito de Setúbal, à margem da cerimónia de entrega do Título de Exploração Industrial das duas novas fábricas do projeto Alba da Repsol.
“Já ouvi essa notícia anteontem [segunda-feira] e hoje fui ver, creio que o pedido ainda não chegou porque tenho interesse em ir lá o mais rapidamente possível”, sublinhou.
Na segunda-feira, o PS pediu a audição parlamentar, com urgência, do ministro Manuel Castro Almeida sobre "o estado efetivo de execução financeira, material e operacional" do PRR.
O grupo parlamentar do PS argumenta, a propósito da declaração do ministro Castro Almeida de que "o PRR está totalmente concluído", que é preciso "distinguir o cumprimento dos marcos e metas" do plano, "condição para os desembolsos da Comissão Europeia", da "execução financeira, material e operacional dos investimentos que integram o PRR".
Aos jornalistas, o governante considerou ser importante esclarecer o país sobre “a situação do PRR”, assim como a “notícia positiva de que Portugal vai executar completamente as subvenções que a União Europeia" pôs à disposição do país.
“Ficou garantido que vamos aproveitar a totalidade das subvenções da União Europeia.
É uma notícia muito importante porque havia o receio que não pudéssemos aproveitar todo o PRR.
Vamos aproveitar 100% do PRR”, assegurou.
Segundo o ministro, a existência de escolas e centros de saúde ainda em construção resulta de o Governo ter adjudicado e contratualizado projetos correspondentes a “101% do PRR”, acima dos compromissos assumidos com Bruxelas.
“Tínhamos o compromisso para construir 87 escolas.
Contratualizámos 102, as 87 estão concluídas, mas há algumas que não estão ainda concluídas.
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