Harneet Baweja: “Portugal tem uma longa ligação histórica a Goa. Esse foi o nosso ponto de partida”
Quando abriu o primeiro Gunpowder em Londres, ainda na década passada, Harneet Baweja sabia menos de restaurantes do que acreditava ser necessário, mas tinha a certeza de que queria dar aos seus clientes os mesmos sabores e sensações com os quais tinha crescido, na sua Índia natal.
O pai adorava cozinhar e receber pessoas em casa, mas passou-lhe em herança mais do que receitas, admite.
Cresceu a perceber a importância dos produtos locais de qualidade e a da alegria de alimentar os outros.
E acalentou desde pequeno, ainda que secretamente, a ambição de um dia abrir um restaurante.
Fê-lo em Londres porque foi para onde se mudou com a mulher, que ocupava uma boa posição numa empresa.
De Londres (onde já abriu mais do que um projeto, tendo sobrevivido ao Brexit, à Covid e ao aumento dos custos para a indústria) para Lisboa foram precisos apenas sete anos e uma história de amor pelo surf.
“Venho a Lisboa e a Portugal há 12 anos para fazer surf.
Apaixonei-me imediatamente pela cidade”, conta ao DN.
“Naquela altura, no Chiado, não havia uma Rua Azul e viviam muitas pessoas no bairro.
A zona parecia simultaneamente acolhedora e viva.
E era bom ter vizinhos como o Ofício, a Cervejaria Trindade e o José Avillez”, admite, justificando a escolha da localização. chamuça de recheado balchão Na época, recorda, Lisboa estava habituada que “a comida do Sul da Ásia fosse vista como algo barato”, o que se foi alterando com o tempo e também com a influência deste espaço que, em zona nobre, viaja pelas várias cozinhas indianas, tendo tido como Goa o ponto de partida.
“A cozinha da Índia é diversa.
Portugal tem uma longa ligação histórica a Goa, por isso esse foi o nosso ponto de partida”, admite Baweja que, recentemente, se instalou definitivamente na capital portuguesa.
“Na Gunpowder, procuramos levar os clientes numa viagem pela Índia e pelos seus diferentes tipos de cozinha”, mas sem perder o carácter local, garante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.