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REN: uma presença pública nas decisões estratégicas

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REN: uma presença pública nas decisões estratégicas

A REN – Redes Energéticas Nacionais é a empresa concessionária das redes nacionais de transporte de eletricidade em muito alta tensão e de gás natural em muito alta pressão.

No sistema elétrico português, assegura funções que raramente chegam ao quotidiano dos consumidores, mas das quais depende muito do funcionamento da nossa economia: transporte de eletricidade em muito alta tensão, gestão técnica do sistema em tempo real, coordenação do equilíbrio entre produção e consumo e planeamento dos investimentos necessários para garantir segurança, qualidade e continuidade do abastecimento.

É, em suma, uma infraestrutura crítica do país.

Foi neste contexto que o primeiro-ministro Luís Montenegro anunciou recentemente o regresso do Estado ao capital da REN.

Através da Parpública, o Estado adquiriu à Pontegadea Inversiones 13,7% da empresa, tornando-se assim o segundo maior acionista.

A operação assinala o regresso do Estado à estrutura acionista da REN.

O primeiro-ministro foi claro ao rejeitar a ideia de uma renacionalização.

O objetivo, afirmou, é “estar lá dentro”, salvaguardar o interesse estratégico de Portugal, participar nas decisões de investimento e contribuir para baixar o preço da energia.

Esta presença não substitui a regulação independente nem transforma o Estado num gestor operacional da empresa.

Mas permite-lhe acompanhar, com uma posição acionista relevante, as escolhas que moldarão a rede elétrica nacional.

A decisão ocorre num momento particularmente exigente.

Portugal, como a generalidade dos países europeus, precisa de expandir e modernizar as suas infraestruturas elétricas para acolher mais produção renovável, responder à eletrificação dos transportes, edifícios e indústria e reforçar as interligações europeias.

Ao mesmo tempo, tem de acelerar ganhos de eficiência, reduzir congestionamentos, antecipar necessidades de capacidade e tornar a rede mais resiliente perante ameaças externas.

A transição energética não se faz apenas com painéis solares, turbinas e baterias.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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