De Central Park à Louis Vuitton, a marca de Yayoi Kusama para lá das bolinhas (1929-2026)
A artista japonesa Yayoi Kusama, conhecida como a “Rainha das Bolinhas”, morreu aos 97 anos no dia 14 de agosto, disse esta quinta-feira a sua empresa, em comunicado.
“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento de Yayoi Kusama num hospital de Tóquio, no dia 14 de agosto de 2026, aos 97 anos”, refere o comunicado, sem fornecer mais informações sobre a causa da morte.
Conhecida como “Rainha das Bolinhas”, Kusama “continuou a pintar até aos seus últimos dias, nunca largando o pincel, e continuou a explorar o amor eterno e a alma imortal”, afirma a nota.
A artista japonesa Yayoi Kusama Lusa Nascida em 1929, a artista, reconhecido em todo o mundo pelos seus padrões às bolinhas e instalações imersivas, e pela sua peruca vermelha vibrante, inspirava-se nas alucinações que experimentava desde a infância para as suas obras.
Nascida numa família abastada de comerciantes, Kusama sofreu de alucinações e transtorno obsessivo-compulsivo com tendências suicidas desde a infância.
Contou em várias ocasiões que durante esse período sofreu abusos físicos e psicológicos às mãos da mãe.
Yayoi Kusama foi uma figura chave do psicadelismo e uma das artistas mais importantes do século XX, transformou este universo mental numa prolífica obra que abrange a pintura, a escultura, a performance, a literatura e a poesia.
Levou-a mais tarde a fazer duas colaborações com a Louis Vuitton, em 2012 e 2023.
Yayoi Kusama colaborou com a Louis Vuitton A Louis Vuitton tem prestado homenagem à artista na sua conta no Instagram, lembrando as colaborações entre a artista e a marca.
“Estou profundamente consternado com a morte de Yayoi Kusama , uma das maiores artistas da arte contemporânea”, disse o presidente e CEO da Louis Vuitton.
“ Foi uma enorme honra para todos na Louis Vuitton termos colaborado com ela em duas ocasiões, em 2012 e 2023.
A sua criatividade sem limites e a sua visão singular foram sempre uma imensa fonte de inspiração”. escreveu ainda Pietro Beccari.
“ O seu extraordinário legado continuará a inspirar as gerações futuras”, escreveu Pietro Beccari , presidente e CEO da Louis Vuitton .
Formada em Nihonga, um estilo tradicional de pintura japonesa definido no final do século XIX, na Escola Municipal de Artes e Ofícios de Quioto (oeste do Japão), Kusama emigrou para os Estados Unidos no final da década de 1950, fugindo ao formalismo rígido do país natal e procurando construir uma reputação dentro da vanguarda artística.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.