Meo fez apenas 85 rescisões por mútuo acordo com direito a subsídio de desemprego
A Meo celebrou apenas 85 acordos de rescisão contratual por mútuo acordo com direito a subsídio de desemprego durante o período em que gozou do estatuto de empresa em reestruturação , entre 14 de janeiro e 30 de junho deste ano, de acordo com informação facultada pelo Ministério do Trabalho.
A operadora tinha pedido uma autorização especial para celebrar acordos desse tipo com 500 trabalhadores, tendo o Governo autorizado 300, numa altura em que dispunha de apenas dez quotas legais para o efeito, revelou o ECO há uma semana .
“De acordo com informação recolhida junto do Instituto de Segurança Social (ISS), até ao término da data fixada no despacho de autorização, 30 de junho de 2026, a Meo celebrou por acordo 85 cessações de contratos de trabalho, com direito a subsídio de desemprego”, confirmou ao ECO fonte oficial do Ministério do Trabalho.
Meo pediu 500 saídas com subsídio.
Governo autorizou 300 Ler Mais Como noticiou o ECO há uma semana , a Meo pediu ao Governo, em julho de 2025, uma autorização especial para poder celebrar “acordos de revogação de contratos de trabalho” com 500 pessoas, no âmbito do programa de “saídas definitivas” de 1.200 pessoas até ao fim deste ano.
O Ministério do Trabalho aceitou, mas parcialmente.
“Em 14 de janeiro de 2026, cumprida a respetiva tramitação legal, o Governo avaliou e decidiu autorizar o alargamento da quota de cessações de contratos de trabalho por acordo, com direito a subsídio de desemprego, até ao limite máximo de 300 cessações, até ao dia 30 de junho de 2026″, explica o gabinete da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho, observando que “o requerimento da Meo deu entrada no dia 4 de julho de 2025”.
No pedido para obter o “estatuto de empresa em reestruturação”, a Meo apresentou ao Governo as linhas gerais de um programa que visa “garantir a sustentabilidade económica e financeira” da empresa, num setor que exige avultados investimentos, mas que atravessa um período de profunda transformação, devido à “pressão competitiva crescente” e aos desafios da inteligência artificial (IA).
O plano prevê “cerca de 1.100 saídas”, das quais 600 por rescisão e 500 por pré-reforma, para obter uma “poupança estimada de 45 milhões de euros por ano” .
Contabilizando os dois anos de 2025 e 2026, está previsto saírem da empresa um total de 1.200 trabalhadores.
A resposta do Governo chegou a 14 de janeiro de 2026, num despacho assinado pelo secretário de Estado Adjunto e do Trabalho, Adriano Rafael Moreira: “Declaro a Meo como empresa em reestruturação, durante o período compreendido entre a data do presente despacho e 30 de junho de 2026, durante o qual é alargado o limite quantitativo previsto […] até ao limite máximo de 300 trabalhadores”, escreveu o governante.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.