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Lift transforma ADN associado a doenças raras em poesia. “Sequência genética não serve apenas de inspiração”

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Lift transforma ADN associado a doenças raras em poesia. “Sequência genética não serve apenas de inspiração”

Antes de levar a ideia de um livro à empresa biofarmacêutica internacional Sobi , a equipa da Drummer, unidade criativa da Lift Evercom, quis ter a certeza de que era possível transformar ADN em poesia.

“Criativamente, tínhamos uma visão bastante clara do que queríamos fazer, mas encontrar uma fórmula que permitisse transformar um código de apenas quatro letras num vocabulário suficientemente rico para construir poemas coerentes foi um desafio técnico enorme.

E queríamos chegar ao pitch da ideia junto da Sobi já com uma prova de conceito testada e um processo que soubéssemos que podia funcionar para todas as doenças”, conta ao +M Rui Sousa, diretor criativo da Drummer.

O resultado é o rara[mente], um livro de poesia escrito e desenhado a partir de sequências reais de ADN com variações associadas a doenças raras.

O livro percorre seis doenças, nomeadamente a hemofilia A, a hemofilia B, a glomerulopatia C3, a hemoglobinúria paroxística noturna, o linfoma difuso de grandes células B e a síndrome de quilomicronemia familiar.

Cada uma tem um breve enquadramento científico e cinco poemas.

A edição, limitada a 500 exemplares, é apresentada esta segunda-feira em Lisboa.

Do brief ao poema O desafio lançado pela Sobi era chegar a quem não contacta habitualmente com as doenças raras .

“Isso levou-nos a procurar uma abordagem que despertasse curiosidade e ultrapassasse os formatos tradicionais de comunicação na área da saúde”, explica Rui Sousa.

A aposta no ADN nasceu de um contraste.

“ As alterações praticamente invisíveis ao nível genético podem ter consequências muito visíveis na vida das pessoas que vivem com estas condições” , destaca.

Rui Sousa aponta que havia ainda uma oportunidade criativa no próprio código genético , escrito com apenas quatro letras — A (adenina), T (timina), G (guanina) e C (citosina).

“Se é construído a partir de letras, pensámos que poderíamos criar algo muito diferente se encontrássemos forma de as traduzir numa linguagem e num vocabulário que todos conseguíssemos compreender.” A poesia surgiu da “vontade de humanizar o tema , de transformar informação científica em expressão literária”, sem perder “uma ligação suficientemente clara à genética para que o leitor pudesse perceber como acontecem as alterações que estão na origem dos poemas”.

Na sua perspetiva, o formato permite também chegar a quem procure a poesia pelo seu valor cultural, “mesmo sem terem um interesse prévio no tema das doenças raras”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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