Credores processam Altice International por transferência de ativos
Os credores da Altice International avançaram esta terça-feira com uma nova ação judicial, desta vez no Supremo Tribunal do Estado de Nova Iorque, contra a empresa de Patrick Drahi e entidades associadas, noticiou o Financial Times .
Acusam o multimilionário franco-israelita de ter transferido ilegalmente ativos avaliados em milhares de milhões de dólares para impedir o acesso dos credores aos quais o grupo deve oito mil milhões de euros.
Entre os credores que entraram com o proceso estão a Elliott Management e os fundos de investimento londrinos Sona Asset Management e Arini Capital Management .
Entre os ativos em causa está a Altice Portugal e a Altice Caribbean Sarl (na República Dominicana) que, no total, representam cerca de 80% dos resultados do grupo de telecomunicações internacional.
Segundo o Financial Times , o empresário franco-israelita retirou, em 2025, as operações da Altice International nos dois países do conjunto de ativos a que os credores poderiam recorrer em caso de incumprimento da dívida.
Logotipo da Altice no edifício da Altice em Lisboa.
20 de julho de 2023.
MIGUEL A.
LOPES/LUSA O Financial Times dá ainda conta de que, em julho, os credores já tinham acusado a Altice International de incumprimento de mais de dois mil milhões de euros de dívida , dando conta de que várias operações violaram cláusulas dos contratos de financiamento.
Altice acusada de default por ter ‘tirado’ Meo das garantias Ler Mais Esta ação judicial não é inédita.
Ainda no último mês, avança o jornal, credores da operação de Patrick Drahi nos Estados Unidos , incluindo a Apollo Global Management e a Oaktree Capital, avançaram com um processo semelhante .
Desta vez, os credores acusaram-no de ser “pessoalmente responsável” por um plano “descarado” para transferir os ativos mais valiosos da empresa no negócio da televisão por cabo, retirando-os do alcance dos obrigacionistas.
A resposta da Altice não se fez esperar: avançou judicialmente contra um grupo de obrigacionistas norte-americanos, acusando-os de formarem um “cartel ilegal” ao negociarem em conjunto uma reestruturação da dívida.
Os credores rejeitaram, por sua vez, as acusações e pediram que o processo judicial em causa fosse arquivado.
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