Trabalhadores da Estoril Sol temem pelos empregos e exigem respostas
"A Estoril Sol atravessa uma complexa situação económica e financeira, que levanta legítimas interrogações quanto ao futuro da concessão e dos postos de trabalho. Perante este cenário, os trabalhadores consideram inaceitável que continuem sem respostas claras por parte da administração sobre as medidas que pretende adotar e sobre as suas consequências", lê-se num comunicado do Sindicato de Hotelaria Sul e da Comissão Unitária de Trabalhadores da Estoril Sol III.
A agência Lusa tentou obter um comentário da administração da Estoril Sol (III) - Turismo, Animação e Jogo, que detém a concessão do Casino Estoril e do Casino de Lisboa, mas a empresa não respondeu até ao momento.
Os trabalhadores vão concentrar-se pelas 14:30 junto ao Casino do Estoril, coincidindo com a realização da assembleia geral de acionistas da Estoril Sol (III), e pretendem entregar uma carta a cada acionista relatando "a situação vivida, as suas preocupações e as suas reivindicações".
Segundo salientam, os funcionários da Estoril Sol "têm vindo a acumular perdas de rendimentos ao longo dos últimos anos", não tendo beneficiado este ano de qualquer aumento salarial ou atualização das demais cláusulas de expressão pecuniária.
Neste sentido, "exigem aumentos salariais com efeitos imediatos, de modo a recuperarem parte do poder de compra perdido".
"Os trabalhadores querem que os acionistas saibam que estão preocupados com o futuro da empresa, mas também que não aceitam ser afastados das decisões que irão determinar esse futuro", sustentam.
Exigem, por isso, "conhecer as intenções da administração" e participar, através das suas organizações representativas, "na definição e acompanhamento de qualquer processo de reestruturação que venha a ser implementado, bem como a manutenção de todos os postos de trabalho e dos direitos e rendimentos atuais e futuros dos trabalhadores".
"As organizações representativas dos trabalhadores defendem a continuidade da concessão e consideram indispensável que sejam encontradas soluções que assegurem a viabilidade da empresa sem sacrificar os trabalhadores", enfatizam.
Reclamando ser "parte ativa na construção do futuro da empresa", os trabalhadores da Estoril Sol (III) afirmam-se assim "disponíveis para contribuir para as soluções", mas "exigem ser ouvidos, respeitados e envolvidos nas decisões que determinarão o seu futuro".
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