Ciberseguro: da prevenção à recuperação financeira
Quando uma empresa sofre um ataque, a primeira pergunta raramente é “quanto vou receber?”.
A pergunta costuma ser muito mais simples e imediata: “quem me pode ajudar agora?” Não há dúvidas de que a proteção financeira é uma componente essencial de qualquer seguro.
Mas, no contexto dos riscos cibernéticos, reduzir a discussão à indemnização é olhar apenas para a última fase do problema.
Ana Silva, Gerente de Linhas de Responsabilidade Civil e Financeiras da Hiscox A compensação financeira chega depois do dano.
Depois de os sistemas terem sido comprometidos, de os dados poderem ter sido expostos, de a atividade ter sido interrompida e de clientes, fornecedores ou parceiros começarem a pedir respostas.
Além disso, o impacto de um incidente cibernético raramente se limita à tecnologia.
Pode afetar a operação, gerar perdas financeiras, comprometer a relação com clientes e parceiros e colocar pressão adicional sobre a administração da empresa.
É por isso que o risco cibernético deve ser encarado como um risco de negócio e não apenas como uma questão tecnológica.
O valor de um ciberseguro deve, por isso, ser analisado de forma mais abrangente.
Mais do que compensar perdas, importa compreender o contributo que pode dar para a resiliência da organização.
A verdadeira questão não é apenas quanto custa um incidente, mas quão preparada está a empresa para o prevenir, responder quando acontece e recuperar rapidamente a sua atividade.
Para as PME, esta dimensão é particularmente relevante.
São poucas as empresas que dispõem de equipas internas dedicadas à cibersegurança , especialistas disponíveis a qualquer momento, monitorização permanente ou planos de resposta suficientemente testados.
Um ciberseguro bem concebido não é apenas uma apólice.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.