CGD emite 500 milhões de euros em dívida verde com cupão de 4,125%
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) emitiu 500 milhões de euros em dívida sénior preferencial verde, com um prazo de quatro anos e um cupão de 4,125%, numa operação cuja procura atingiu 3,3 mil milhões de euros, cerca de 6,6 vezes o montante disponibilizado pelo banco.
A procura, proveniente de 148 ordens de investidores institucionais, permitiu à CGD rever em baixa o spread da operação face às condições inicialmente anunciadas.
O banco indicou ainda que a procura superou significativamente a registada na emissão de maio.
A emissão, realizada esta terça-feira, prevê a possibilidade de reembolso antecipado ao fim de três anos e insere-se no plano de cumprimento dos requisitos mínimos de fundos próprios e passivos elegíveis (MREL), segundo um comunicado enviado pela instituição à CMVM.
O banco diz que a operação será suportada por uma carteira de financiamentos associados a imóveis residenciais e comerciais com elevado desempenho energético, enquadrando-se na estratégia de financiamento sustentável da instituição.
Esta é a quinta emissão verde da CGD e a sexta emissão com características ambientais, sociais e de governação (ESG) realizada pelo banco nos últimos seis anos.
O montante total emitido neste segmento ascende agora a 2,8 mil milhões de euros.
Segundo o comunicado, a emissão de títulos da Caixa Geral de Depósitos foi colocada exclusivamente junto de investidores institucionais, registando 148 ordens que ultrapassaram os 3,3 mil milhões de euros.
Esta procura, 6,6 vezes superior à oferta, superou significativamente a emissão de maio e permitiu rever o spread em baixa.
Na distribuição geográfica, o Reino Unido representou 31% da colocação, seguido de França, com 26%, e do Benelux, com 17%.
A Alemanha, Áustria e Suíça absorveram 12% da emissão, enquanto a Península Ibérica representou 9%.
Por perfil, os fundos de investimento, seguradoras e fundos de pensões asseguraram 79% do total, sendo que o caráter “Verde” da operação atraiu um forte interesse de investidores ESG, que representaram mais de 70% da alocação.
Por categoria de investidores, os fundos de investimento, as seguradoras e os fundos de pensões subscreveram, em conjunto, cerca de 79% da operação.
Os investidores com critérios ESG representaram mais de 70% da alocação, segundo a CGD.
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