Criar uma empresa demora mais de dois mil dias
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Conferência de imprensa da Rádio Observador. Nos próximos minutos passamos em revista os destaques da imprensa nacional e internacional, hoje com a jornalista Teresa Freire. Bom dia, Teresa.
Vamos começar com o Jornal Económico, que diz que o Estado vai pagar um prémio de 17% para voltar à REN.
A aquisição pela Parpública da participação de 13,7% nas redes energéticas nacionais vai ser feita por 380 milhões de euros, o que representa um prémio de 17% face à cotação da empresa a 14 de agosto. O Jornal Económico apurou que este valor representa um acréscimo de cerca de 55 milhões de euros para a compra das ações que a espanhola Pontegadia Inversiones detém na empresa liderada por Rodrigo Costa. É o que avança o contrato, que foi enviado para o Tribunal de Contas. Agora a conclusão da operação está condicionada à concessão de visto pelo Tribunal de Contas.
Passamos para O Público, que dá natural destaque ao relatório para a reforma da Segurança Social.
Que foi ontem apresentado pelo economista José Bravo. Escreve O Público que o grupo de trabalho propõe uma alteração profunda do sistema de pensões em Portugal. Querem, por exemplo, a criação de contas individuais virtuais para os trabalhadores e a aposta em planos de pensões profissionais. Um dos autores do relatório assegura a O Público que as propostas mantêm o financiamento em repartição, ou seja, os descontos dos trabalhadores no ativo continuam a financiar as reformas dos atuais pensionistas.
E o Diário de Notícias revela esta manhã que há um atraso superior a 2000 dias nos registos comerciais.
Em 2005, passou a ser possível criar uma empresa na hora, mas mais de 20 anos depois, essa hora passou para meses ou até mais. O DN percebeu que este é dos serviços mais difíceis para se conseguir um agendamento no Instituto dos Registos e Notariado, sem contar com o tempo de espera do processo. Ao tentar efetuar uma marcação presencial no portal Siga, o Diário de Notícias percebeu que a forma mais rápida é ir até Ponta Delgada, nos Açores, onde há uma vaga para 16 de setembro. Se estiver em Lisboa, por exemplo, não há nenhum horário nos próximos meses. Já em Braga, na Ilha das Flores, na Ilha do Faial e no Porto, nem sequer há uma previsão de data disponível, de acordo com o portal de agendamento.
Vamos fechar a imprensa nacional com o Jornal de Notícias, que revela que um terço dos polícias tem a saúde mental em risco.
Muitos polícias têm níveis de estresse elevados, mas poucos procuram ajuda profissional. É o que revela um estudo internacional liderado pela Universidade Católica. O relatório revela que 35% dos elementos da PSP apresentam níveis de estresse acima do considerado saudável, sendo que apenas 16,7% dos agentes procuraram ajuda psicológica.
Vamos agora à imprensa internacional, Teresa. Hoje vamos até ao Reino Unido. O primeiro-ministro britânico quer tirar todos os sem-abrigo das ruas até ao Natal.
Andy Burnham pede que os líderes locais ofereçam a todas as pessoas que dormem na rua uma via para saírem das ruas até ao Natal.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.