Da falta de “surpresa” ao “truque contabilístico”: Partidos reagem ao estudo sobre Segurança Social
À direita do PSD, assinala-se a ausência de surpresa pelas conclusões do relatório para a reforma da Segurança Social.
À esquerda do PS, surgem acusações de “truques contabilísticos”.
Da IL ao PCP, passando pelo Bloco de Esquerda, partidos começam a posicionar-se sobre o tema.
Ano e meio após ter sido criado, o grupo de trabalho apresentou, esta terça-feir a, as suas principais conclusões e recomendações.
Os especialistas alertaram que, considerando o saldo da Segurança Social e da CGA, há um défice de 1,9 mil milhões de euros, e não um excedente, como tem sido anunciado nos últimos anos.
Governo descarta “reforma estrutural” da Segurança Social Ler Mais “Nada disto devia ser surpresa”.
IL diz que estudo confirma o que partido “repete há anos” A Iniciativa Liberal (IL) considerou que o estudo sobre a Segurança Social vem confirmar o que o partido “repete há anos”, de que “o sistema de pensões não é sustentável no desenho atual”, defendendo que “ continuar a adiar a decisão política é uma escolha que sai cara a quem está a entrar agora no mercado de trabalho e que põe em causa o futuro dessas gerações” .
Numa declaração escrita enviada ao ECO, a IL assinalou que ainda não teve acesso à versão integral do relatório, mas que irá analisar com “o rigor que um documento desta dimensão exige”.
Ainda assim, com base na apresentação feita esta terça-feira, sublinha que “já é possível perceber a dimensão do problema e a direção de algumas das propostas”, estando algumas em linha com o que o partido tem proposto, como os planos complementares com inscrição automática e a conta-poupança reforma para os mais jovens.
Os excedente que sucessivos Governos e parte da oposição se orgulham e se querem apropriar em medidas populistas é, nas palavras do próprio coordenador do estudo, uma “ilusão”.
Iniciativa Liberal Para o partido, o relatório vem revelar que “os excedente que sucessivos Governos e parte da oposição se orgulham e se querem apropriar em medidas populistas é, nas palavras do próprio coordenador do estudo, uma « ilusão »”.
“Parte do excedente da Segurança Social é um efeito contabilístico: desde 2006, os novos trabalhadores da função pública descontam para o regime geral, não para a CGA, o que gera receita sem despesa imediata.
Retirado esse efeito, o excedente cai para 70% do valor apresentado.
Do outro lado, a CGA, que ficou sem esses novos contribuintes, acumula um défice anual de sete mil milhões de euros, financiado por dívida pública, e nunca será autossuficiente”, argumentou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.