Livre “contra qualquer tentativa, óbvia ou encapotada, de privatizar a Segurança Social”
O Livre afirmou, esta terça-feira, 18 de agosto, que é “frontalmente contra qualquer tentativa, óbvia ou encapotada, de privatizar a Segurança Social, por considerar que o sistema atual é o que melhor defende os cidadãos”.
“Do mesmo modo, opomo-nos a que tentativas de influenciar o debate com dados que lançam muitas vezes mais confusão do que esclarecimentos, servindo para marcar uma agenda que tem como objetivo mais ou menos declarado a privatização da Segurança Social em Portugal”, sublinhou.
Genericamente, o partido disse que “os resultados não nos surpreendem, tendo em conta o contexto em que este estudo é pedido, quem o pediu e a equipa que o elaborou.
Os governos de direita das últimas décadas e vários atores deste espaço político têm vindo a defender que a segurança social está falida e têm feito previsões catastrofistas sobre o seu futuro – previsões essas que a realidade tem sempre desmentido”.
Para o Livre “a Segurança Social continuará a manter-se forte, pública e reforçada, servindo assim os portugueses”.
“Falar de sustentabilidade da Segurança Social numa sociedade que está a envelhecer não se pode desligar de um verdadeiro debate alargado e participado sobre vários temas que não nos parecem ter sido a prioridade de análise deste estudo, nomeadamente: a diversificação do financiamento da SS, designadamente através de receitas sobre capital, consumo e transações financeiras; a tributação, a nível nacional e global dos ultra-ricos”.
Segundo o Livre também não foi dada atenção “ao combate à fraude e à evasão – e os meios que esta exige; o combate à criatividade financeira através da contribuição sobre as remunerações reais; ou a tributação da automação e da digitalização”.
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