Hack the city: 48 horas para repensar a mobilidade nas cidades
Dois ou três autocarros da mesma linha chegam, ou partem, praticamente ao mesmo tempo, após uma longa espera.
Uma bicicleta partilhada é abandonada fora do local onde deveria estar.
Ou o autocarro passa tão atrasado, ou tão adiantado, que o horário deixa de ser uma referência para o passageiro que se encontra na paragem.
Estas são situações comuns nas cidades e foram alguns dos problemas que desafiaram os participantes do hackaton Hack the City 2026.
Durante 48 horas, sete equipas de estudantes da NOVA Information Management School (IMS), de diferentes nacionalidades e áreas de formação, reuniram-se com uma missão: reinventar a mobilidade urbana a partir de problemas reais .
Recorrendo a dados e a tecnologia, a ideia era encontrar soluções que pudessem ser aplicadas no terreno.
O hackaton decorreu em paralelo à conferência Mobility & Digital Twins , que aconteceu em Lisboa, a 24 e 25 de setembro, na NOVA IMS (Universidade Nova de Lisboa), organizada pelo Nova Cidade Urban Analytics Lab conjuntamente com a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa e a rede europeia POLIS A proposta ia além de imaginar o que poderia ser feito.
C ada equipa tinha de chegar ao final da maratona de inovação com um protótipo funcional ou uma prova de conceito capaz de mostrar como funcionaria na prática .
A intenção era encontrar ferramentas que ajudassem municípios, autoridades e operadores a tomar melhores decisões e a melhorar o funcionamento dos sistemas.
Segundo Maria Albuquerque, do NOVA Cidade Urban Analytics Lab, o que se pretendia neste hackathon era “concentrar especificamente nas necessidades das empresas que gerem o sistema de transportes.
Naturalmente, a consequência deverá ser uma melhoria da experiência do utilizador, que é o objetivo final”.
A organização do ‘Hack the City 2026’ previa a possibilidade de a equipa vencedora continuar a desenvolver a solução diretamente com a entidade associada ao desafio Depois de um primeiro pitch de três minutos e de dois minutos de perguntas do júri, das sete equipas que chegaram à fase de apresentação três passaram à final: CityMaxxing, MOBI4U e Optoiders.
O júri contou com a participação dos vários data partners, nomeadamente a TML – Transportes Metropolitanos de Lisboa, a Autoridade de Transportes de Cascais, a Carris, a CP – Comboios de Portugal, a Transtejo Soflusa, o Metro de Lisboa, a EMEL e a Parques Tejo.
Quando os autocarros começam a andar aos pares O primeiro lugar foi para a City Maxxing, cujo projeto, Route Maxxing, nasceu de uma situação que os próprios elementos da equipa começaram por observar em Lisboa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.