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Juros da dívida portuguesa a curto prazo disparam e ameaçam OE 2027

Diário de Notícias ·
Juros da dívida portuguesa a curto prazo disparam e ameaçam OE 2027

A dívida portuguesa a curto prazo disparou e foi além de 3% na última emissão.

É um disparo que coincide com a subida do rating da dívida portuguesa , mas está suportado sobretudo em aumentos registados nos mercados financeiros internacionais e pode obrigar a ajustes no OE 2027 .

Ao mesmo tempo, a tendência parece ser de manutenção .

Lá fora, os sinais são claros.

Os juros da dívida a dez anos estão em máximos de 19 anos nos EUA e 17 na Alemanha.

Na base está o aumento da tensão entre EUA e Irão, que desagua na subida do preço do petróleo bruto, que ameaça causar novos disparos ao nível da inflação, um pouco por todo o mundo.

Significa isto que, tal como as empresas e as famílias, também os Estados estão a pagar mais pelo dinheiro que pedem emprestado.

Em causa está um indicador importante para a economia global, já que reflete a facilidade com que estes se conseguem refinanciar, o que resulta diretamente da confiança dos investidores para emprestar dinheiro aos próprios Estados.

Ora, com a inflação em alta, os juros a subirem (a Fed aumentou os juros nesta quarta-feira, dias depois de o BCE fazer o mesmo; este último deverá voltar a subi-los até ao final do ano, para 3%), a incerteza económica cresce e o dinheiro torna-se "mais caro".

As yields funcionam, em regra, como bola de neve (o que acontece nas grandes economias acaba por acontecer nas mais pequenas) e, desta vez, Portugal não fugiu à norma.

Depois de o IGCP (Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública) colocar 1.537 milhões de euros a 12 meses em julho, à taxa de juro média de 2,682%, a emissão seguinte com a mesma maturidade trouxe um disparo.

De acordo com os dados conhecidos na quarta-feira, 19 de setembro, a taxa de juro requisitada pelos investidores ascendeu a 3,103%, para uma colocação de mil milhões de euros.

Significa isto que foi exigida, por quem emprestou dinheiro ao Estado português, uma maior rentabilidade sobre o investimento.

Não obstante, a procura continua elevada, de tal forma que atingiu 2,22 vezes o montante colocado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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