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Excedente de poupança do país desce para 2,3% do PIB

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Excedente de poupança do país desce para 2,3% do PIB

Portugal continua a gerar mais poupança do que aquela de que precisa para investir, mas essa margem está a diminuir.

“No ano acabado no segundo trimestre de 2026, a capacidade de financiamento da economia fixou-se em 2,3% do PIB, menos 0,2 pontos percentuais (pp) do que no período homólogo” , refere o Banco de Portugal no comunicado sobre as contas financeiras da economia, publicado esta sexta-feira.

Este indicador mede o excedente que sobra ao país, depois de pagos o consumo e o investimento internos, e que fica disponível para emprestar ao resto do mundo.

A descida deve-se ao comportamento das famílias e ao do setor financeiro , que pouparam menos em termos líquidos no segundo trimestre, com a capacidade de financiamento dos particulares a baixar para 4,1% do PIB e a do setor financeiro para 0,8%, menos 0,2 pp em cada caso.

Os particulares continuaram a ser o principal financiador da economia, tendo financiado, em termos líquidos, todos os outros setores.

Banco de Portugal Contas nacionais financeiras: nota de informação estatística do segundo trimestre de 2026 Em oposição, as empresas não financeiras amorteceram esta quebra, continuando a gastar mais do que geram, mas a sua necessidade de financiamento desceu de 3,4% para 3,3% do PIB .

Segundo o banco central, esta evolução “foi parcialmente compensada” pela melhoria nas contas das empresas.

As administrações públicas “mantiveram uma capacidade de financiamento de 0,7% do PIB”, o que significa que o Estado continuou a ter mais receitas do que despesas.

“Os particulares continuaram a ser o principal financiador da economia , tendo financiado, em termos líquidos, todos os outros setores”, sublinha o Banco de Portugal em comunicado.

Ao setor financeiro chegaram 1,4% do PIB, e as empresas não financeiras, as administrações públicas e o resto do mundo receberam 0,9% do PIB cada um.

A maior parte da poupança das famílias foi para numerário e depósitos (3,3% do PIB) , referem os dados do Banco de Portugal.

Seguiram-se os seguros, as pensões e as garantias estandardizadas (1,7%), um valor que reflete “o aumento das reservas técnicas de seguros de vida, que incluem os planos poupança-reforma (PPR)”, explica o banco central.

Nas operações com o setor financeiro, as famílias aplicaram ainda 0,9% do PIB em ações e outras participações.

Também investiram 0,9% do PIB em Certificados de Aforro e do Tesouro e compraram ações emitidas por empresas não financeiras (0,9%) e por entidades não residentes (0,6%).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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