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Transtejo Soflusa garante "maior operação elétrica do mundo"

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Transtejo Soflusa garante "maior operação elétrica do mundo"

O momento foi assinalado numa cerimónia que decorreu esta tarde junto ao cais fluvial do Cais do Sodré, em Lisboa, na qual participou também o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz.

Em declarações aos jornalistas, o presidente da Transtejo Soflusa, Rui Rei, explicou que apesar de o último dos 10 navios elétricos, que vieram reforçar a frota da empresa, já ter chegado em outubro do ano passado, só a partir de hoje ficaram todos a "funcionar em pleno".

"Por várias razões, ao longo do tempo, nunca conseguimos ter as 10 embarcações a funcionar ao mesmo tempo. Portanto, a partir de hoje, teremos mais oferta para garantir as nossas operações", apontou.

Rui Rei sublinhou que a dimensão da frota, a capacidade de 540 passageiros por embarcação, as características da operação e o sistema de carregamento distinguem este serviço de outras operações de embarcações elétricas, salientando que o Rio Tejo, naquela zona, comporta-se praticamente "como mar".

"Não há nenhuma operação feita na Europa ou no mundo que tenha 10 embarcações elétricas com 540 lugares e com este nível de carregamento", assegurou.

Em termos globais, o presidente da Transtejo Soflusa referiu que a operação elétrica já permitiu transportar cerca de cinco milhões de passageiros, dos quais perto de três milhões na ligação entre Cacilhas (concelho de Almada) e o Cais do Sodré (Lisboa), que funciona há cerca de três meses com operação 100% elétrica.

Rui Rei referiu que na travessia entre Lisboa e o Seixal a operação é também já 100% elétrica, enquanto no Montijo está a ser implementada "progressivamente", estando ainda a ser utilizados navios elétricos em algumas ligações adicionais, nomeadamente na ligação com o Barreiro.

O responsável sublinhou que, com esta implementação, a empresa conseguiu, desde novembro do ano passado, reduzir em cerca de 90% as supressões de carreiras, sublinhando que a operação elétrica "contribui para uma oferta mais fiável e confortável.

Contudo, apesar dos benefícios da operação com navios elétricos, o presidente da Transtejo Soflusa notou que a empresa ainda necessita de manter uma parte das embarcações a gasóleo para assegurar outras operações, incluindo futuras ligações a Algés (concelho de Oeiras) e ao Parque das Nações.

Por sua vez, durante a cerimónia o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, classificou o momento como "histórico" e defendeu a continuidade da aposta na mobilidade fluvial como parte da estratégia de mobilidade da Área Metropolitana de Lisboa.

"Cá estaremos para abraçar este grande desafio que é fazer do Tejo cada vez mais uma autoestrada amiga do Ambiente e das pessoas", afirmou.

O governante referiu ainda que o Governo está a trabalhar no reforço da oferta ferroviária da Fertagus, explicando que está em curso o processo de licenciamento e adaptação de novas carruagens, que é um processo que demora tempo a concretizar.

"Ainda bem que temos uma Transtejo a trabalhar bem, a conseguir cumprir horários e a eliminar supressões, conseguindo colmatar aquilo que é o aumento de procura na Fertagus, que nos colocou pressão", apontou.

A frota de 10 navios elétricos representou um investimento de cerc

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