De cliente a sócia: Itaú entra em rodada da gringa Simile
Simile entra no portfólio do Itaú Ventures | Foto: divulgação O Itaú anunciou nesta terça-feira (22) um investimento na Simile , startup americana que usa inteligência artificial para simular comportamento humano.
O aporte, feito pelo Itaú Ventures , entra como extensão da Série B de US$ 200 milhões anunciada pela companhia em julho, liderada pela Greenoaks , que avaliou o negócio em US$ 2 bilhões.
O valor investido pelo banco não foi divulgado.
O movimento chega alguns meses depois do anúncio original, mas não é exatamente uma novidade na relação entre as duas.
O Itaú foi um dos primeiros clientes da Simile no mundo e o primeiro na América Latina, acompanhando a empresa desde os estágios iniciais em projetos de cocriação com diferentes áreas do banco.
Segundo Carlos Eduardo Mazzei, CTO do Itaú Unibanco , a rodada está em linha com a estratégia AI First do banco, que combina tecnologia de ponta com a compreensão das necessidades dos clientes.
“A Simile desenvolveu uma abordagem inovadora para modelar o comportamento humano e simular cenários complexos, uma capacidade com grande potencial para complementar nossa agenda de IA”, pontua o executivo, em nota.
A Simile entra em uma carteira ainda enxuta.
Criado em 2019, o Itaú Ventures ganhou o formato atual no ano passado, quando o banco internalizou a gestão antes feita pela Kinea e passou a tocar o corporate venture capital dentro de casa.
Desde então, este é o quarto negócio feito pelo fundo.
O último foi em abril, quando liderou a Série A da Minter , startup que minera Bitcoin a partir de energia renovável excedente.
O mandato do veículo mira startups em rodadas série A e B, cobrindo áreas como serviços financeiros, infraestrutura, cibersegurança e inteligência artificial aplicada, sempre com a régua da sinergia com os negócios do banco.
Usuários sintéticos A Simile construiu um modelo fundacional que simula como populações, organizações e mercados reagiriam a diferentes cenários e decisões, permitindo que times testem hipóteses antes de colocá-las em prática, com um indicador de confiança associado a cada resultado.
Na prática, são usuários sintéticos para pesquisa de produto e de marketing.
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