Droga experimental reduz acúmulo de proteína associada ao Alzheimer, mostra estudo
O último ano foi marcado pela aprovação, no Brasil e ao redor do mundo, dos primeiros medicamentos capazes de reduzir a progressão do Alzheimer , doença neurodegenerativa que afeta 1,2 milhão de brasileiros.
Os protagonistas da nova fase de tratamento são os anticorpos monoclonais , mas, em breve, uma nova classe de medicamentos promete fazer parte do rol.
São os oligonucleotídeos antissensos (ASO) , fármacos que se ligam a uma sequência específica do material genético de proteínas que estão envolvidas no desenvolvimento do Alzheimer .
Segundo dados preliminares da segunda fase do estudo clínico CELIA , uma droga experimental chamada d iranersen (também conhecida pela sigla BIIB080 ) reduziu em até 65% os níveis da proteína tau no líquor (fluido que circula pelo cérebro) de pacientes em fase inicial de Alzheimer — melhorando o escore em diferentes avaliações cognitivas dos pacientes após 18 meses de tratamento.
A informação foi divulgada na última Conferência Internacional da Associação de Alzheimer, mas ainda não foi publicada em periódico científico — ou seja, ainda está em processo de revisão por cientistas não envolvidos no trabalho.
“A proteína tau fica entre as células nervosas e praticamente sustenta as placas de beta-amiloide “, explica Tatiana Branco, diretora médica da Biogen, farmacêutica que está desenvolvendo a molécula.
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