Artigo: “O direito de ser criança”
Com a produtividade ocupando cada espaço do dia, talvez seja necessário reafirmar neste Dia da Infância (24/8) algo que deveria ser natural: o tempo para o brincar.
Brincar não é um intervalo entre atividades consideradas importantes.
É uma forma de aprender.
Ao inventar regras, negociar papéis, lidar com frustrações e transformar objetos comuns em possibilidades, a criança exercita competências que não se desenvolvem apenas por instrução.
Aprende a conviver, a imaginar saídas, a criar novas possibilidades e a perceber o outro.
Há algumas décadas, os pequenos costumavam passar mais tempo juntos sem que um adulto organizasse cada momento.
Quando não havia nada programado, precisavam descobrir o que fazer.
O tédio, tantas vezes tratado como um problema, podia se transformar no início de uma brincadeira.
A ausência de uma resposta pronta convocava a imaginação.
Hoje, o cenário é outro.
Muitos vivem entre escola, cursos, esportes e compromissos que deixam pouca entrada para o ócio.
E os pais precisam incluir na agenda das crianças o descanso e as brincadeiras.
Ao mesmo tempo, há um universo digital permanentemente disponível, pronto para preencher qualquer pausa com vídeos, jogos, mensagens e conteúdos produzidos para manter a atenção.
Os dados ajudam a dimensionar essa mudança.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.