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Vale (VALE3) e pares recuam em bloco na bolsa; entenda o que acontece

Valor Investe ·
Vale (VALE3) e pares recuam em bloco na bolsa; entenda o que acontece

As ações da Vale (VALE3) e das principais empresas dos setores de mineração e siderurgia operaram em queda acentuada no pregão desta quarta-feira (7).

A Vale, peso-pesado do Ibovespa, registrou desvalorização de 2,3%, cotada a R$ 68,75, empurrando o principal índice de ações da bolsa brasileira, para a seara negativa.

Os papéis da Usiminas (USIM5) recuaram 1,6%, cotados a R$ 7,20, os da Metalúrgica Gerdau (GOAU4) perderam 1,7%, a R$ 11,44, e os da Gerdau (GGBR4) tiveram queda de 1,25%, a R$ 25,21.

As ações da CSN (CSNA3) também chegaram a recuar, mas mudaram de rumo e subiram 0,8%, a R$ 6,35, e as da CSN Mineração (CMIN3) subiram 1%, a R$ 4,99.

O que explica a queda? O recuo das ações da Vale reflete uma combinação de deterioração no cenário macroeconômico global com estimativas mais conservadoras para o balanço do terceiro trimestre.

GPA (PCAR3) dispara com homologação do plano de recuperação extrajudicial Bolsa tem entrada recorde de capital estrangeiro após 1º turno: por que os ‘gringos’ colocaram R$ 10 bi no Brasil? Veja os investimentos de renda fixa mais recomendados pelos analistas Gustavo Bertotti, chefe de renda variável da Fami Capital, avalia que o mercado opera sob cautela no exterior, com a China enfrentando dificuldades para sustentar suas metas de expansão.

Ele destaca que a crise na construção civil chinesa vem se agravando nos últimos anos, o que enfraquece a demanda pelo minério de ferro.

Somam-se a isso as tensões geopolíticas internacionais, com o conflito entre Estados Unidos e Irã elevando os temores de desaceleração econômica global, o que pressiona diretamente as cotações do minério de ferro.

Por ser a maior exportadora brasileira e a principal referência para o setor de siderurgia e mineração na B3, as oscilações da commodity pesam de imediato sobre o desempenho dos papéis da mineradora e de seus pares locais.

Com a valorização do barril de petróleo, as empresas do setor também sofrem com pressão nos custos e nas margens por causa do encarecimento logístico.

O pessimismo com os preços internacionais também já contamina as projeções financeiras para a companhia.

Em relatório de prévia do terceiro trimestre, o Citi desenhou um cenário mais fraco para a Vale, estimando lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de US$ 3,4 bilhões.

A cifra representaria uma queda de mais de 15% em relação aos US$ 4,08 bilhões reportados no segundo trimestre.

Na mesma linha, o BTG Pactual apontou em relatório que a baixa visibilidade sobre os ciclos globais de commodities e os desafios de oferta e custos levam as diretorias de grandes exportadoras, como Vale e Suzano, a adotar uma postura mais cautelosa.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.

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