5 ameaças de segurança digital muito além dos vírus tradicionais
Durante décadas, a noção popular de ameaça digital se resumiu a um arquivo infectado que alguém baixava por engano e que um antivírus era capaz de identificar e colocar em quarentena.
Esse modelo mental continua sendo útil, mas descreve apenas uma fatia pequena do que acontece atualmente, porque boa parte dos ataques bem-sucedidos dos últimos anos não envolveu nenhum arquivo suspeito, nenhum download voluntário e, em alguns casos, nenhum software malicioso no sentido tradicional.
Em vez de tentar enganar o antivírus, os invasores passaram a explorar aquilo que os sistemas de defesa confiam por padrão : um periférico conectado à porta USB, uma atualização assinada por um fornecedor legítimo, ou o contato de um colega no WhatsApp.
São vetores que proteções digitais não conseguem conter.
A seguir, o TecMundo detalha cinco categorias de ameaça que ilustram essa mudança, com os casos que as tornaram conhecidas e as medidas práticas de proteção para cada uma.
O phishing não precisa baixar nada no computador para ser efetivo contra a vítima. (Fonte: weerapatkiatdumrong/GettyImages) Vírus deixaram de ser a única ameaça digital? Os vírus não desapareceram, mas passaram a ser só mais um dos problemas em cibersegurança.
A indústria de antivírus trabalha constantemente na detecção de arquivos maliciosos conhecidos, mas o crime não descansa, e novos métodos de ataque são desenvolvidos o tempo inteiro.
Três deslocamentos explicam a maior parte do fenômeno.
O primeiro é a mudança do software para o hardware e o firmware, terreno em que o antivírus tem visibilidade limitada ou nenhuma.
O segundo é a exploração da confiança institucional, atacando fornecedores para chegar a milhares de clientes de uma vez em vez de atacar cada alvo individualmente.
O terceiro é o retorno da engenharia social como vetor dominante, agora com ferramentas de inteligência artificial para impulsionar a fabricação de golpes e torná-los ainda mais convincentes.
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BadUSB: quando um cabo ou pendrive vira uma arma O ataque conhecido como BadUSB explora uma característica do próprio padrão USB: quando um dispositivo é conectado, ele informa ao computador que tipo de periférico é, e o sistema aceita essa declaração sem questionar.
Um pendrive pode se apresentar como teclado, e a partir daí digitar comandos em altíssima velocidade, instalar programas e abrir conexões remotas sem que nenhum arquivo suspeito seja copiado para o disco.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.tecmundo.com.br — o conteúdo pertence a TecMundo.