Quais são os limites do dress code no trabalho? Nova política em escritórios no Japão questiona regras tradicionais; especialistas explicam
Saia, calça ou vestido? Moletom ou uma produção mais elaborada? E as bermudas, será que podem ser usadas no trabalho? Devo ou não considerar as condições climáticas na escolha do look? Essas são algumas das dúvidas que inevitavelmente surgem quando o assunto é dress code , ou código de vestimenta, no ambiente corporativo.
Como principal referência para orientar como os colaboradores devem se vestir no trabalho, o dress code vai além da simples imposição de regras sobre o que vestir.
As diretrizes refletem a cultura organizacional da empresa, ajudam a construir uma imagem corporativa e comunicam valores a colaboradores, clientes, parceiros e ao público em geral.
Mas em que situações essas regras podem ser flexibilizadas? E até onde é possível adaptar o dress code sem deixar de lado a etiqueta profissional ou sofrer uma reprimenda por isso? As respostas não são tão claras quanto podem parecer.
O debate sobre os limites e as flexibilizações dos códigos de vestimenta está longe de ser exclusividade brasileira e tem ganhado espaço até mesmo em países conhecidos por suas rígidas normas de comportamento sociais, como o Japão .
O Japão aderiu ao casual.
Mas a que custo? No Japão , onde regras de conduta e etiqueta costumam ter grande peso na sociedade, o governo de Tóquio adota anualmente uma iniciativa que chama a atenção: a "Cool Biz" .
Para tornar a rotina mais confortável e economizar energia, funcionários japoneses passam a poder se vestir de forma mais casual em escritórios durante o verão.
A decisão flexibiliza um dress code tradicionalmente marcado por calças, camisa social, paletó e gravata.
Imagem: Reprodução/YouTube @Asia One News A casualidade trouxe o uso de shorts para o ambiente corporativo, o que gerou polêmica quanto à aparência da pele à mostra e se a medida é, de fato, justa entre os gêneros.
Algumas colaboradoras se dizem incomodadas com a visão das pernas peludas de colegas homens, sentimento que a imprensa japonesa batizou de sune-hara , ou "assédio dos pelos da perna".
Muitas delas, que ainda enfrentam pressão para cobrir as pernas com meia-calça ou saias longas, também questionam por que os homens não são submetidos às mesmas exigências.
A adesão aos shorts favoreceu o varejo japonês.
Algumas lojas começaram a vender modelos específicos para o escritório, com tecidos leves, cortes formais e cores neutras, indicando que até a casualidade segue regras e padrões sutis.
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