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Trump afirma que Irã está em colapso após ameaça do 'Dia D econômico'

UOL Notícias ·
Trump afirma que Irã está em colapso após ameaça do 'Dia D econômico'

O presidente americano, Donald Trump, declarou nesta segunda-feira (24) que o Irã "está em colapso", horas antes de os Estados Unidos anunciarem uma série de sanções econômicas contra Teerã, que manteve uma postura desafiadora.

Após quase seis meses da guerra liderada pelos Estados Unidos, as negociações de paz estão paralisadas e sem perspectiva de um fim para o conflito: o Irã mantém fechado o estratégico Estreito de Ormuz e Washington persiste no bloqueio naval contra o país.

Sob intensa pressão interna devido às repercussões econômicas da guerra, que se intensificam com as eleições de meio de mandato em novembro, Trump trocou as ameaças militares para uma estratégia baseada em sanções econômicas.

"O IRÃ ESTÁ TOTALMENTE EM COLAPSO!!!", escreveu Trump em sua conta na rede social Truth Social.

No domingo (23), o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, escreveu no jornal Financial Times que Washington implementa "a maior ofensiva financeira jamais organizada contra um adversário", que ele apelidou de "Dia D econômico".

Bessent publicou no X que a medida acontece depois que os Estados Unidos "desmantelaram as capacidades militares do Irã, destruíram quase 100% de suas fábricas militares e enterraram seu programa nuclear".

O secretário do Tesouro deverá detalhar a iniciativa nesta segunda-feira, mas ainda não está claro qual nova estratégia os Estados Unidos poderão adotar após décadas de sanções.

Apesar do colapso da moeda iraniana após essas declarações, Teerã desafiou abertamente as ameaças e emitiu um alerta severo a quaisquer países que aderirem à iniciativa.

O vice-chanceler, Kazem Gharibabadi, afirmou que "a narrativa não faz sentido".

"Vocês dizem que o poder militar do Irã foi 'desmantelado', que 100% de suas fábricas militares foram 'destruídas' e que o programa nuclear foi 'enterrado'", ressaltou.

A ação contra o Irã, no entanto, exige a mobilização de "todas as instituições e poderes" dos Estados Unidos, acrescentou. "Isso é uma vitória ou o reconhecimento da derrota dos Estados Unidos?", questionou.

O Ministério das Relações Exteriores do Irã alertou os países para que se abstivessem de aderir à campanha econômica dos EUA e que aqueles que o fizessem teriam que arcar com "as suas próprias consequências".

Estados Unidos e Israel iniciaram a guerra no Oriente Médio com uma onda de ataques contra o Irã em 28 de fevereiro, o que provocou retaliações iranianas em toda a região.

Um cessar-fogo iniciado em 8 de abril encerrou quase 40 dias de bombardeios intensos, mas o controle do Estreito de Ormuz se tornou um ponto crítico central do conflito.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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