Bolsa e dólar dão sinais de acomodação após forte queda pós-eleição
Após amargar a pior reação em uma sessão pós-eleitoral desde 2002 , o mercado brasileiro dá sinais de recuperação nesta terça-feira (27). Nos mercados internacionais, a Bolsa brasileira sobe na pré-abertura de Wall Street e o dólar registra leve queda ante o real.
Bolsa brasileira reage na Bolsa de Nova York. Após recuar 19,8% ontem (26), o EWZ, maior ETF de ações brasileiras nos Estados Unidos, avançava 0,29% na pré-abertura de Wall Street por volta das 7h06. Ontem (26), as ações do Ibovespa, principal índice acionário brasileiro recuaram quase 14% em reação à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para comandar o país por mais quatro anos.
Cotação do dólar recua em relação ao real. O valor da moeda norte-americana ante a brasileira recuava 0,08% no mercado futuro às 7h15 (horário de Brasília). Na comparação com o fechamento após a alta de 8,21% registrada ontem, a variação representa uma estabilidade do dólar na faixa de R$ 5,40.
Mercado teve a pior reação desde 2002. A reeleição de Lula provocou a maior queda do Ibovespa em 24 anos (-13,9%), de 205.082,56 para 176.608,23 pontos. A queda é justificada por analistas como resultado de uma reação à previsão errada de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) e eventuais preocupações com a condução fiscal de Lula.
Ações sobem após perdas expressivas. Antes da abertura dos negócios de Wall Street, as ADRs (Recibos de Depósito Americanos) dos bancos Bradesco e Itaú Unibanco sobem, respectivamente, 1,37% e 0,78% depois de derreterem mais de 20%. Já as ações da Petrobras avançam 0,76% após a baixa de 13,99% no pregão da véspera.
Bancos divergem sobre futuro do mercado. As análises após a frustração eleitoral mostram previsões diversas sobre os próximos passos dos ativos brasileiros . BTG Pactual, Morgan Stanley e JPMorgan veem espaço para novas perdas e mais pressão sobre dólar e juros. No entanto, outras casas avaliam que as quedas ampliam a atratividade das empresas brasileiras.
Apostas do mercado foram equivocadas. Em artigo, o colunista José Paulo Kupfer, do UOL , avalia que as fichas apostadas na vitória da oposição provocaram a reação de pânico do mercado . Agora, ele prevê que o mercado pode estar novamente incorreto ao prever que o quarto mandato de Lula será marcado por uma "política econômica de estresse fiscal".
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.