CEO da United tem conselho para a Geração Z: “Pare de dar desculpas”
Na próxima vez que você enfrentar uma adversidade na carreira, seja uma promoção perdida, um chefe difícil ou um negócio que não deu certo, o CEO da United Airlines, Scott Kirby, tem um mantra simples, mas eficaz: “Sem desculpas.” “Quando você aprende isso, é algo transformador para tudo na vida, porque você deixa de sentir pena de si mesmo e passa a pensar: como vou superar isso?”, disse ele em uma publicação no Instagram após ser questionado por estagiários de verão da United sobre as lições que moldaram sua carreira e sua vida pessoal.
É uma lição que muitos integrantes da Geração Z talvez já tenham aprendido da forma mais difícil, ao ingressar no mercado de trabalho em meio a mudanças nas normas corporativas, ondas de demissões e um cenário especialmente desafiador para o emprego.
Mas o conselho de Kirby tem menos a ver com evitar dificuldades e mais com a forma de reagir quando elas inevitavelmente surgem.
Essa filosofia foi aprendida pelo executivo, hoje com 58 anos, durante seu treinamento como piloto na Academia da Força Aérea dos Estados Unidos.
Ela foi colocada à prova publicamente quando ele assumiu o comando da United, em maio de 2020, justamente quando a pandemia paralisava o setor aéreo.
Com o tráfego de passageiros nos EUA despencando 60%, a receita operacional da companhia caiu 64,5% em 2020, e a empresa registrou prejuízo líquido de US$ 7,1 bilhões.
Kirby foi forçado a reduzir voos, queimar milhões de dólares em caixa por trimestre e contrair um empréstimo de US$ 6,8 bilhões usando o programa de fidelidade da United como garantia.
Ele também abriu mão de 100% do próprio salário.
“Você vai encontrar desafios nos negócios e na vida”, escreveu.
“Pode gastar seu tempo explicando por que aconteceu ou tentando descobrir como superá-los.
Sempre acreditei que a segunda opção é melhor.” De cortar grama e vender fogos de artifício ao comando de uma gigante aérea Kirby cresceu em uma família de classe média em uma comunidade agrícola nos arredores de Dallas, no Texas, e já afirmou que nunca teve um grande plano de carreira, embora tenha desenvolvido cedo um espírito empreendedor.
“Eu sempre tentava ganhar dinheiro quando criança cortando grama, entregando jornais e, certa vez, tentei abrir uma empresa com um amigo”, contou ao East Valley Tribune em 2007.
“Vendíamos fogos de artifício e quase explodimos a nós mesmos.” Depois de se formar em 1989 na Academia da Força Aérea dos EUA, com graduação em ciência da computação e pesquisa operacional, trabalhou como analista de orçamento no Pentágono antes de migrar para a indústria aérea.
Entrou na American West Airlines em 1995 e avançou rapidamente na carreira, tornando-se presidente da US Airways em 2006.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.