Excesso de escândalos faz eleitor tratar denúncias como ruído, diz cientista político
A sequência de investigações, denúncias e acusações que atingem tanto o governo quanto a oposição pode, em vez de ampliar o desgaste dos candidatos, fazer com que parte do eleitorado passe a tratar novos episódios como apenas mais um ruído da campanha.
A avaliação é do cientista político Carlos Melo, professor do Insper.
Durante o Mapa de Risco, programa de política do InfoMoney , ele afirmou que a velocidade com que um caso substitui o outro reduz a capacidade de cada escândalo permanecer no centro do debate eleitoral.
“Está havendo uma vulgarização, uma banalização do escândalo.
O escândalo de ontem é superado pelo escândalo de hoje, que será superado pelo escândalo de amanhã.
As coisas vão acontecendo de forma vertiginosa e o eleitor de verdade, que é muito diferente de nós, que acompanhamos a política com atenção, começa a olhar isso como ruído”, afirmou.
“2030 já começou”: Tarcísio, Nikolas e Renan já jogam a próxima eleição, diz analista A análise foi feita ao discutir a estratégia da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que pretende explorar o caso dos descontos indevidos do INSS e suspeitas envolvendo pessoas próximas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Do outro lado, porém, a campanha petista tem à disposição episódios relacionados ao Banco Master e ao próprio candidato do PL.
Para Melo, esse cruzamento de vulnerabilidades reduz a possibilidade de um dos lados monopolizar a pauta da corrupção.
“Você lança mão do INSS, o outro lança mão do caso Master.
Você lança mão do filho do presidente, o outro vai lá e mostra o candidato falando diretamente com um banqueiro que hoje está preso.
Então, é um jogo de soma zero”, disse.
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“Mais valeria, ao invés de trabalhar a rejeição do outro, diminuir a sua rejeição e ganhar eleitores.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.