Bocalom diz que Acre pode usar recursos próprios para abrir estrada até o Peru
Bocalom defendeu que o próximo governador pressione Brasília para tirar o projeto do papel e afirmou que, em uma eventual autorização para a abertura inicial da estrada, o Estado teria condições de entrar com máquinas e começar os trabalhos.
“Claro que não é o Governo do Estado que vai fazer, mas o governador vai para cima do Governo Federal e nós vamos ajudar a fazer”, afirmou.
Segundo o candidato, a estratégia seria buscar autorização junto aos órgãos federais e, caso seja permitido iniciar a abertura da via, utilizar a estrutura do próprio Estado.
“Se for autorizado abrir, se for só para rasgar a princípio na terra, o Governo do Estado tem condições de fazer. Ô DNIT, autoriza aqui que nós vamos meter as máquinas aqui e vamos chegar lá no Peru”, declarou.
Durante a entrevista, Bocalom afirmou que pretende cobrar uma posição mais firme do governo federal e criticou o que considera falta de iniciativa de gestões anteriores para avançar com a ligação terrestre entre o Acre e o Peru.
Na sequência, ele argumentou que a construção da estrada já estaria prevista em decreto relacionado à criação da reserva na região.
“Quando criou a reserva aqui já tinha, já ficou definido no artigo terceiro da lei do decreto que já estava autorizada a construir a estrada para o Peru”, disse.
Bocalom questionou por que, apesar disso, a obra ainda não teria avançado.
“Se tá autorizado construir a estrada para o Peru, por que não construiu? Porque não teve governador. Não teve governo que pegasse e fosse para cima do Governo Federal”, afirmou.
O candidato também disse que pretende enfrentar eventuais resistências de organizações e representantes da área ambiental.
“Eu vou para cima de ONG, de Marina Silva, de quem quer que for”, declarou.
Um dos principais argumentos apresentados por Bocalom para defender a obra foi o impacto sobre a produção agrícola, especialmente o café.
Ele citou o crescimento da produção no Acre e afirmou que produtores precisam atualmente enviar parte do café até Santos, no litoral paulista, para depois exportá-lo.
“O nosso povo que produz café aqui mesmo, o cooperativo de café, tá dando um show, tá produzindo café, todo mundo produzindo café, ganha dinheiro, mas o café tá indo para Santos, homem!”, afirmou.
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